Bolsas de NY caem e têm 2ª semana seguida de baixa

As Bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, 16, após uma sessão volátil, e registraram a segunda baixa semanal consecutiva, após a forte alta nos juros dos Treasuries (títulos da dívida do Tesouro dos Estados Unidos) e um dado pior do que o esperado do mercado imobiliário.

Agencia Estado

16 de agosto de 2013 | 21h40

O índice Dow Jones caiu 30,72 pontos (0,20%) e encerrou aos 15.081,47 pontos, o menor nível desde 3 de julho. Na semana, a desvalorização foi de 2,23%. O S&P 500 recuou 5,49 pontos (0,33%), para 1.655,83 pontos, e teve queda de 2,10% na semana. O Nasdaq perdeu 3,34 pontos (0,09%) e fechou aos 3.602,78 pontos.

"Estamos em um mercado que teve um rali substancial. O movimento desta semana é o reflexo de um mercado cansado que provavelmente se tornou comprado demais no curto prazo", disse Scott Glasser, diretor de investimento da ClearBridge Investments. "E temos uma série de eventos que dão aos investidores motivos ou desculpas para tirar o dinheiro da mesa. Temos os temores com o Egito, temores com o momento da redução de estímulos do Fed e uma série de companhias importantes que não alcançaram as expectativas de lucro."

A oscilação das Bolsas pode ser vista principalmente como uma tentativa dos investidores de realizar lucros em meio à incerteza sobre quando o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) começará realmente a cortar seu programa de estímulo monetário.

A incerteza em torno da política de estímulo do Fed foi exacerbada pela divulgação de dados divergentes da economia norte-americana. Mais cedo, um relatório apontou que o índice de sentimento do consumidor Reuters/Universidade de Michigan preliminar de agosto caiu a 80,0 em agosto, do nível de 85,1 em julho. Os analistas previam que o índice de sentimento do consumidor ficaria em 85,5.

Outro relatório mostrou que as construções de casas iniciadas aumentaram 5,9% no mês passado, abaixo da alta de 8,9% prevista. O Departamento do Trabalho dos EUA informou também que a produtividade da mão de obra no país subiu 0,9% no segundo trimestre, um pouco acima da previsão de alta de 0,6%.

As preocupações com o Fed foram aparentes também no mercado de bônus, onde a onda de vendas de T-notes de 10 anos empurrou o yield (retorno ao investidor) para 2,831%. O juro teve a maior alta semanal desde junho.

No noticiário corporativo, Verizon (-1,67%) e Pfizer (-1,46%) lideraram as perdas do Dow Jones.

Já os papéis da Dell fecharam com alta de 0,84%. O lucro da empresa despencou 72% em seu segundo trimestre fiscal, resultado da venda fraca de computadores pessoais. As receitas cresceram 2%, para US$ 14,5 bilhões. No dia 12 de setembro, os acionistas da empresa devem votar a proposta de seu fundador, Michael Dell, para fechar o capital da companhia em uma operação de US$ 24,4 bilhões.

Na Europa, a maioria das Bolsas fechou em território positivo, após uma sessão também volátil, com os investidores digerindo mais indicadores dos EUA em busca de sinais de quando o Fed pode começar a desfazer sua política de relaxamento quantitativo. A Bolsa de Milão liderou os ganhos, com alta de 1,23%, enquanto Londres e Frankfurt subiram 0,26% e 0,19%, respectivamente. Fonte: Dow Jones Newswires.

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