Bolsas de NY caem, mas encerram semana com ganhos

As Bolsas de Nova York fecharam em queda nesta sexta-feira, 20, com os investidores reavaliando o significado da decisão do Federal Reserve de manter estímulos e o aumento do impasse fiscal no Congresso. O presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, disse que a decisão do Fed foi muito "apertada" e que uma redução das compras mensais de bônus em outubro é "inteiramente possível". Outro fator que colabora para a volatilidade é o chamado "quadruple witching", o vencimento simultâneo de opções e futuros de índices e de opções e futuros de ações, o que tende a aumentar o volume de negócios.

Agencia Estado

20 de setembro de 2013 | 17h44

O índice Dow Jones recuou 185,46 pontos (1,19%), fechando a 15.451,09 pontos. O S&P 500 caiu 12,43 pontos (0,72%), terminando a 1.709,91 pontos, enquanto o Nasdaq teve queda de 14,65 pontos (0,39%), para 3.774,73 pontos. Na semana, porém, os três índices avançaram 0,49%, 1,30% e 1,41%, respectivamente.

Em dia de agenda vazia de indicadores, mas com diversos discursos de autoridades do Fed, os investidores voltaram a buscar pistas sobre quando pode ocorrer a primeira redução nas compras mensais de bônus do banco central. Bullard, que tem poder de voto no Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), disse mais cedo, em entrevista à TV Bloomberg, que os dirigentes chegaram muito perto da decisão de reduzir estímulos em setembro e que um corte em outubro é possível. Mas ponderou que a inflação ainda está em patamar muito baixo. Em discurso feito no início da tarde, Bullard disse que o Fed optou pela política de "esperar para ver".

Já a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, que também vota no Fomc, disse que a decisão do Fed foi "decepcionante". Ela foi a única a votar favorável à redução das compras de bônus na reunião desta semana.

Enquanto isso, o impasse fiscal ganha corpo no Congresso dos EUA. A Câmara, liderada pelos republicanos, aprovou nesta manhã um projeto que manterá o financiamento ao governo do país até meados de dezembro, mas que elimina recursos para o projeto de saúde do presidente Barack Obama. O texto foi encaminhado para o Senado, de maioria democrata, que deve rejeitá-lo.

No noticiário corporativo, as ações da BlackBerry pressionaram o Nasdaq, ao despencarem 18,25% depois de a companhia anunciar uma ampla reestruturação. A negociação com as ações da empresa foi suspensa pouco antes das 16h (horário de Brasília). Minutos depois, a companhia confirmou rumores sobre uma reestruturação, informando que pode demitir até 4,5 mil funcionários. O número de modelos de smartphones produzidos pela BlackBerry será reduzido para quatro, dos seis atuais. Um comitê especial continuará a avaliar "alternativas estratégicas", que incluem uma possível venda da companhia.

Os papéis da Apple recuaram 1,04%, no primeiro dia de vendas dos novos modelos do iPhone.

Na Europa, a maioria das Bolsas fechou em queda, com a cautela predominando antes das eleições no domingo, 22, na Alemanha, diante da chance de que a chanceler Angela Merkel precise formar uma grande coalizão com o Partido Social Democrata (SPD), seu principal adversário nas urnas, para continuar governando. A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,44%, Frankfurt perdeu 0,21% e Paris recuou 0,06%. As exceções foram Madri e Lisboa, que tiveram alta de 0,20% e 1,07%, ambas fechando nas máximas do dia. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
Bolsas de Valores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.