Bolsas de NY caem por balanços ruins e dados da Europa

As Bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira, depois de encerrarem o pregão anterior nas máximas históricas. Após o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter reduzido as previsões de crescimento global, as preocupações foram reforçadas nesta sessão por indicadores econômicos fracos na zona do euro e por balanços corporativos desanimadores. O cenário de aversão ao risco provocou quedas generalizadas em Wall Street.

Agencia Estado

17 de abril de 2013 | 18h30

O Dow Jones perdeu 138,19 pontos (0,94%) e fechou a 14.618,59 pontos. Nesta sessão, o índice teve a maior queda diária em pontos (266) no ano. O S&P 500 recuou 22,56 pontos (1,43%) e terminou a 1.552,01 pontos. O Nasdaq encerrou em queda de 59,96 pontos (1,84%), a 3.204,67 pontos.

Em um dia com agenda vazia de indicadores dos Estados Unidos, os balanços corporativos decepcionantes pesaram nas negociações de Wall Street. O Bank of America anunciou um forte aumento no lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, mas o resultado ficou abaixo das estimativas dos analistas e as perdas na divisão de bens imóveis se ampliou. Os papéis do banco encerraram o dia em queda de 0,09%. Entre outros componentes do índice Dow Jones, a Intel divulgou na noite passada, após o fechamento do mercado, uma queda no lucro trimestral, embora o resultado tenha vindo em linha com o esperado. Com isso, o papel teve perda de 1,16%. Já o Yahoo! revelou lucro acima do previsto no primeiro trimestre, mas receita abaixo do esperado. A ação da empresa fechou com alta de 0,25%.

Ainda no noticiário corporativo, a fabricante de chips Cirrus Logic, importante fornecedora da Apple, informou que terá queda na receita, o que derrubou as ações da gigante norte-americana durante as negociações. As ações da Cirrus Logic subiram 0,28%, enquanto os papéis da Apple ganharam 0,07%.

"Vamos ver um período agitado até chegarmos ao meio da temporada de balanços", disse Reed Choate, da Neville, Rodie & Shaw. "O mercado quer saber como os investidores vão agir depois do primeiro semestre, após o abismo fiscal e as mudanças tributárias, e se vai haver ou não ganhos sustentáveis e crescimento de receita para validar investimentos em ações."

De acordo com o Livro Bege, divulgado mais cedo pelo Federal Reserve, a economia dos EUA cresceu em ritmo moderado até o começo de abril, sustentada por construções de moradias e produção de automóveis. Após a divulgação do documento, os índices de Wall Street diminuíram as perdas, mas pouco depois voltaram às mínimas da sessão.

Outro fator que pesou nas negociações de Nova York foi o cenário fraco da economia europeia. Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, o banco central alemão, lembrou os investidores de que a Europa está longe do fim da crise da dívida, dizendo que o Banco Central Europeu (BCE) pode cortar as taxas de juros, se a economia e a inflação estiverem fora da meta.

Além disso, a produção do setor de construção da zona do euro caiu pelo quarto mês seguido em fevereiro, com recuo de 0,8% ante o mês anterior. No Reino Unido, o número de desempregados cresceu 70 mil nos três meses até fevereiro, a maior alta em quase um ano e meio. Também foi mal recebida a informação de que as vendas de automóveis na região diminuíram 10,2% em março, no 18º mês seguido de queda - o que pressionou especialmente as ações das montadoras. As informações são da Dow Jones.

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