Bolsas de NY caem por cautela antes de dados de emprego

As Bolsas dos Estados Unidos reverteram os ganhos do início do pregão e encerraram em terreno negativo nesta terça-feira, 2, em meio à cautela dos investidores antes do relatório de emprego (payroll), que será divulgado na sexta-feira, 5.

Agencia Estado

02 de julho de 2013 | 18h33

No final da sessão, o índice Dow Jones caiu 42,55 pontos (0,28%), para 14.932,41 pontos. O S&P 500 perdeu 0,88 ponto (0,05%), encerrando a 1.614,08 pontos. O Nasdaq recuou 1,09 ponto (0,03%) e fechou a 3.433,40 pontos.

Os investidores de Wall Street estão preocupados com o relatório de emprego, que é considerado a peça mais importante entre os dados econômicos deste mês. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) disse que a força do mercado de trabalho é um dos fatores determinantes para a política monetária.

Na véspera, o índice de atividade do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) subiu para 50,9 em junho, mas o componente de emprego caiu para 48,7, contra 50,1 em maio, o que aumentou os rumores sobre números desfavoráveis na próxima divulgação.

Além das preocupações com o relatório de emprego, Edward Painvin, diretor de investimentos do Chase Investment Counsel, disse que o aumento dos preços do petróleo para perto de US$ 100 por barril também pode ter irritado alguns investidores. A última vez que os futuros do petróleo ficaram acima de US$ 100 foi em maio de 2012, pouco antes de um recuo significativo das ações.

O comportamento mais cauteloso também pode ter sido influenciado pela preocupação de que aconteça uma intervenção das Forças Armadas no Egito, em meio às manifestações populares que pedem a renúncia do presidente Mohammed Morsi. Os militares do país deram um prazo para que governo e oposição cheguem a um acordo e superem o impasse. As preocupações com uma possível crise política em Portugal também deflagraram a queda generalizada dos índices norte-americanos.

No início da sessão, os índices se sustentaram em campo positivo após os números bons das vendas de veículos. As vendas da Ford Motors subiram 2,9%, enquanto as da General Motors registraram alta de 0,4%. Além disso, o crescimento de 2,1% das encomendas à indústria dos EUA contribuiu para o otimismo inicial.

Na Europa, o escritório oficial de estatísticas da União Europeia, o Eurostat, revisou a taxa de desemprego da região em maio para 12,2%, contra o porcentual de 12,1% divulgado na segunda-feira, 1. As expectativas antes das decisões de política monetárias do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE) também colaboraram para o receio dos investidores.

No mercado corporativo, as ações da Constellation Brands caíram 3,57%, depois que a empresa de bebidas alcoólicas divulgou lucro no primeiro trimestre abaixo das estimativas dos analistas. A fabricante de jogos online Zynga saltou 6,51%, após anunciar na noite passada a troca do seu executivo-chefe.

Dentre as blue chips, os destaques de queda foram GoldCorp (-5,73%) e General Electric (-1,89%). No campo positivo apareceram Ford, com alta de 2,80%, e Monsanto, que teve valorização de 1,88%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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