Bolsas de NY devem abrir em queda, com realização de lucros

Mercado reage à reunião de líderes chineses que não mostrou uma direção clara para a política econômica na próxima década 

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

13 de novembro de 2013 | 12h49

As bolsas norte-americanas devem iniciar a quarta-feira em baixa, sinalizam os índices futuros. Em novo dia de agenda fraca de indicadores nos Estados Unidos, notícias da China ajudam a sustentar uma realização de lucros nesta manhã, dia em que o destaque é uma apresentação do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Às 12h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,53%, o Nasdaq recuava 0,66% e o S&P 500 cedia 0,48%.

A agenda de indicadores hoje nos EUA tem apenas os dados semanais dos estoques de petróleo. Bernanke fala depois do fechamento do mercado, às 22h (de Brasília), em apresentação focada nos 100 anos do banco central. Os economistas esperam, porém, que na parte de perguntas e respostas possam surgir questões da plateia sobre a atual política monetária do Fed e seus rumos.

Entre os dirigentes regionais do Fed, a apresentação do presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, deve chamar mais atenção hoje, sobretudo porque anteontem ele declarou que a redução dos estímulos monetários poderia muito bem ocorrer em dezembro. Lockhart fez a abertura nesta manhã de uma conferência em Atlanta, que discute, entre outros tópicos, crédito a pequenas empresas, e deve falar novamente no fechamento, previsto para às 14h15 (de Brasília), e ainda pode dar declarações à imprensa logo em seguida.

Mas em meio a dúvidas sobre quando os estímulos monetários devem ser retirados, a maior expectativa de Wall Street esta semana é para o depoimento da nova presidente do Fed, Janet Yellen, no Senado, previsto para começar amanhã às 13h (de Brasília). A aposta dos economistas é que os senadores republicanos pressionem a nova dirigente a dar mais explicações sobre os rumos da política monetária dos EUA. "Será interessante ver comentários de Yellen a respeito dos recentes indicadores melhores que o previsto. Nossa visão é que a economia dos EUA está ganhando tração neste segundo semestre", destacam os economistas do Deutsche Bank, Joseph LaVorgna e Carl Riccadonna, em um relatório a clientes. Para eles, a decisão do Fed de mudar a política monetária no mês que vem vai depender principalmente do relatório de emprego de novembro. Se o número vier bom, a mudança é quase certa, dizem eles.

Na China, a Terceira Plenária do Partido Comunista decepcionou ao não dar uma direção clara de política econômica para a próxima década, justamente num momento em que os economistas estão preocupados com a desaceleração do crescimento do país. A notícia provocou queda nas bolsas da Ásia e ajuda nesta manhã a sustentar uma realização de lucro em Wall Street.

Já na Europa, a notícia de que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) pode elevar os juros no ano que vem por conta de perspectivas mais favoráveis para a economia também repercute negativamente em Wall Street, com os investidores questionando se o mesmo pode não ocorrer nos EUA.

No noticiário corporativo, a ação da companhia aérea US Airways era destaque de alta no pré-mercado e subia 2,04%. Ontem, a empresa e a AMR, controladora da American Airlines, chegaram a um acordo com o Departamento de Justiça dos EUA sobre a fusão das duas empresas, que cria a maior companhia de aviação do mundo. O acordo vai permitir que a fusão finalmente avance, depois de ficar alguns meses parada na Justiça.

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