Bolsas de NY devem abrir em queda por balanços

Os índices futuros apontam para uma abertura em baixa das bolsas norte-americanas nesta quarta-feira, 23. Os indicadores econômicos dos Estados Unidos previstos para hoje saem após o início do pregão e a expectativa é por dados do setor industrial e das vendas de novas residências. O dia também tem vários balanços de grandes empresas, com destaque para a Apple, companhia de capital aberto com maior valor de mercado em Wall Street, e para o Facebook. Às 10h18 (de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,01%, o S&P 500 cedia 0,13% e o Nasdaq recuava 0,18%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

23 de abril de 2014 | 10h34

Os futuros começaram a manhã em queda, sinalizando uma realização de lucros depois das várias altas das últimas sessões. Mas o dia tem indicadores importantes e resultados corporativos que podem influenciar os preços das ações. As vendas de moradias novas serão divulgadas às 11h (de Brasília) e os analistas não descartam um número melhor que o previsto, como ocorreu ontem com as vendas de residências usadas, que caíram 0,2% em março, menos que a queda esperada de 0,7%.

Para o dado de vendas de hoje, o banco BMO Capital Markets projeta expansão de 2,3% em março ante fevereiro, para o nível anualizado de 450 mil residências. Para o economista da casa, Sal Guatieri, um dos indícios da melhora é que os pedidos de hipotecas tiveram aumento nos últimos dias de março, quando a temperatura começou a subir nos EUA. De qualquer forma, mesmo que esse crescimento seja confirmado, Guatieri avalia que ainda está abaixo da média histórica e a expectativa é que as vendas se acelerem a partir de abril.

Também depois da abertura do mercado, às 10h45 (de Brasília), sai o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos EUA e a expectativa é de melhora. A produção industrial de março surpreendeu no país e a projeção é que o PMI suba de 55,5 para 56,3 em abril, segundo consenso calculado pelo jornal Barron''s. Em outras partes do mundo, o PMI mostrou tendências mistas. O indicador subiu na China, mas ainda continua abaixo do nível de 50, que indica contração da indústria. Na zona do euro, o PMI atingiu o maior nível em 35 meses, mas teve resultados divergentes dentro do bloco, subindo na Alemanha e caindo na França.

No noticiário corporativo, a expectativa do dia é para a Apple, cujo balanço será divulgado depois do fechamento do mercado, e para o Facebook. Para a Apple, a aposta é que, com a falta de grandes lançamentos recentes, a empresa publique resultados estáveis, tanto nas receitas como nos ganhos líquidos. A projeção é que o lucro por ação fique em US$ 10,19 no segundo trimestre fiscal da Apple, ante US$ 10,09 no mesmo período do ano passado. O analista da Piper Jaffray, Gene Munster, não descarta, porém, que o balanço surpreenda positivamente, com vendas acima do esperado de iPhones e iPads. No pré-mercado, o papel recuava 0,23%.

Para o Facebook, que também divulga resultados depois do encerramento do pregão, a expectativa é de forte crescimento nos ganhos. A projeção é que o lucro por ação dobre para US$ 0,24 e o faturamento cresça 62% puxado por publicidade em celulares. No pré-mercado, a ação da rede social avançava 1,11%.

A Boeing era destaque de alta no pré-mercado nesta manhã e subia 2,27%. A fabricante de aviões divulgou queda de 13% no lucro no primeiro trimestre, para US$ 965 milhões. O resultado ajustado, porém, veio acima do esperado.

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