Bolsas de NY devem renovar recordes após pacto com Irã

As bolsas norte-americanas devem iniciar a semana em alta, apontam os índices futuros. O acordo histórico para frear o programa nuclear no Irã provoca queda nos preços do petróleo e estimula o apetite por risco em Wall Street nesta segunda-feira. Os índices podem alcançar novos recordes de pontuação logo na abertura do pregão no mercado à vista. Às 12h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,39%, o S&P 500 avançava 0,40% e o Nasdaq ganhava 0,29%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

25 de novembro de 2013 | 12h32

A semana, que será mais curta para o mercado financeiro nos EUA por conta do feriado de Ação de Graças, começa com uma agenda esvaziada de indicadores. Hoje, o principal número são as vendas pendentes de imóveis residenciais de outubro, que devem sair às 13h (de Brasília). O indicador apresentou quedas consecutivas por quatro meses, reflexo do aumento dos custos das hipotecas por conta da perspectiva de mudanças na política monetária. A expectativa do Deutsche Bank para o dado é de expansão de 3%.

O acordo fechado pelos EUA com o Irã e que contou com o apoio da China, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha e França, é descrito pela imprensa norte-americana como uma das maiores vitórias diplomáticas de Barack Obama. O The New York Times destaca que o pacto, ainda que transitório, pode significar o início de uma nova presença norte-americana na região. Além disso, abre as portas para uma gama de possibilidades geopolíticas, destaca o jornal, o que estimula o apetite ao risco dos investidores mundo afora.

No EUA, mesmo com a semana mais curta para o mercado financeiro, até quarta-feira saem indicadores econômicos importantes, que incluem novos dados do setor imobiliário, solicitações de auxílio-desemprego e o índice de sentimento do consumidor com a leitura final de novembro. Não estão previstas apresentações de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) nos próximos dias. Na quinta, feriado no país, as bolsas estão fechadas e na, sexta, encerram os negócios mais cedo.

Com os índices em níveis históricos de alta, a discussão que foi destaque na imprensa econômica dos EUA neste final de semana é se os índices ainda têm fôlego para subir mais, em meio às perspectivas de mudança na política monetária, como sinalizou o Fed, "nos próximos meses". O pacto com o Irã é visto como um fato novo que, pelo menos no curto prazo, deve influenciar positivamente o mercado financeiro.

Além disso, no caso do Fed, há a expectativa de que o banco central pode, quando anunciar a redução no ritmo de compras de ativos, revelar junto outras medidas que ajudem a aliviar a tensão do mercado e que sinalizem que a alta dos juros não virá tão cedo, avalia o economista do Standard Bank, Steve Barrow, em um relatório a investidores. Segundo ele, entre as possibilidades estaria zerar a taxa de juros cobrada do excesso de reserva dos bancos e reduzir a taxa de desemprego que desencadearia uma alta dos juros básicos.

No setor corporativo, o pacto histórico entre EUA e Irã, que provoca quedas nos preços internacionais do petróleo, estimula as negociações com as ações das companhias aéreas, que seriam inicialmente as mais beneficiadas pela redução, por ter redução dos custos. O papel da Delta Air Lines subia 2,27% e o da US Airways, 1,11% no pré-mercado. Já as duas maiores petroleiras dos País, Chevron e ExxonMobil operavam praticamente estáveis.

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