Bolsas de NY encerram com 3ª alta consecutiva

O otimismo prevaleceu em Wall Street antes do pontapé inicial da temporada de resultados corporativos do segundo trimestre, com a Alcoa. Com a agenda fraca, a maioria das ações registrou elevação, com exceção dos papéis de tecnologia, e as Bolsas norte-americanas cravaram a terceira alta consecutiva nesta segunda-feira, 08.

Agencia Estado

08 de julho de 2013 | 18h36

O índice Dow Jones subiu 88,85 pontos (0,59%) e fechou a 15.224,69 pontos. O S&P 500 ganhou 8,57 pontos (0,53%), encerrando a 1.640,46 pontos. O Nasdaq avançou 5,45 pontos (0,16%) e terminou aos 3.484,83 pontos.

Jerry Braakman, chefe de investimentos da First American Trust, disse que a sequência de ganhos teve a contribuição da "rápida saída dos investidores dos títulos" para as ações.

"Até recentemente, havia uma percepção de que a única maneira de manter o rali do mercado de ações era se o Federal Reserve mantivesse a política monetária acomodatícia", disse Phil Orlando, estrategista-chefe de ações da Federated Investors. "O mercado está finalmente começando a perceber que, se o Fed vai retirar o estímulo, isso deve significar que estamos indo suficientemente bem e que podemos continuar a caminhar sem isso", acrescentou Orlando.

Jonathan Corpina, sócio-gerente sênior da corretora Meridian Equity Partners, considera que vários fatores contribuíram para a alta generalizada. Além da expectativa em relação ao início da temporada de balanços, o resultado satisfatório do relatório de emprego nos Estados Unidos (payroll), divulgado na última sexta-feira, 05, e o rali apresentado pelos índices europeus na primeira sessão desta semana colaboraram para os avanços.

Após o sino de fechamento do pregão, a Alcoa foi a primeira empresa a divulgar o seu balanço trimestral e anunciou que teve prejuízo de US$ 119 milhões no segundo trimestre deste ano. Ao final da sessão, o papel da companhia produtora de alumínio subiu 1,41%. No after hours, às 18h08 (horário de Brasília), a ação caía 0,38%.

Com a agenda vazia, o único destaque ficou para o crédito ao consumidor dos EUA, que subiu US$ 19,62 bilhões em maio ante abril, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 2,839 trilhões. O resultado ficou acima das previsões dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam aumento de US$ 12,5 bilhões.

No noticiário corporativo, as ações dos bancos se destacaram. O Citigroup encerrou com alta de 2,04%, enquanto o JP Morgan subiu 1,32%.

Na Europa, as Bolsas fecharam em alta, em meio às expectativas positivas sobre a liberação da próxima parcela de ajuda para a Grécia, a resolução da crise política em Portugal e novos comentários do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que a política monetária na zona do euro continuará acomodatícia enquanto for preciso. O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 1,41%, fechando a 292,37 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasNova Yorkfechamento

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.