Bolsas de NY encerram com ganho após dados positivos

As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quinta-feira, 22, em uma sessão sacudida pela interrupção dos negócios no Nasdaq Stock Market devido a problemas técnicos, o que afetou principais índices. Wall Street foi impulsionada por dados positivos dos Estados Unidos, da Europa e da China, que indicam uma recuperação generalizada.

Agencia Estado

22 de agosto de 2013 | 17h37

O índice Dow Jones subiu 66,19 pontos (0,44%) e encerrou aos 14.963,74 pontos. O S&P 500 avançou 14,16 pontos (0,86%), para 1.656,96 pontos. Já o Nasdaq ganhou 38,92 pontos (1,08%) e fechou aos 3.638,71 pontos.

Os negócios na Nasdaq foram interrompidos às 13h14 (horário de Brasília) e, como resultado, o índice Nasdaq permaneceu congelado aos 3.631,17 pontos (+0,9%) por mais de duas horas. A interrupção também afetou o cálculo do índice Dow Jones - que inclui ações da Nasdaq como Microsoft, Cisco Systems e Intel - e do S&P 500.

O mercado acionário norte-americano se recuperou após indicadores positivos que ajudaram a desviar um pouco a atenção das preocupações sobre quando o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) pode começar a reduzir estímulos.

O dia começou no azul depois de, na noite passada, o HSBC anunciar que o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar do setor industrial da China saltou para 50,1 neste mês, de 47,7, ultrapassando a barreira de 50 que separa a contração da expansão da atividade.

Nesta manhã também foi dia de PMI industrial nos EUA, que subiu para 53,9 na leitura preliminar de agosto, o maior nível em cinco meses, de 53,7 no resultado final de julho.

Com agenda cheia, outros indicadores norte-americanos foram apresentados pela manhã e o número de pedidos de auxílio-desemprego voltou a se destacar, com alta de 13 mil, para 336 mil, na semana passada. O setor imobiliário dos EUA segue registrando alta nos preços dos imóveis. A Agência Federal de Financiamento de Imóveis (FHFA, na sigla em inglês) divulgou o índice de preços de moradias de junho, que subiu 0,7% ante maio e 7,7% em 12 meses.

Também saiu o índice de indicadores antecedentes do Conference Board, que subiu 0,6% em julho, para 96,0, em linha com o esperado, e o índice de atividade industrial do Fed de Kansas City, que avançou para 8 em agosto, a melhor leitura desde fevereiro de 2012, de 6 em julho.

O Fed, porém, continua no radar dos investidores. "As expectativas certamente são de que teremos alguma redução de estímulos no próximo mês", disse Robert Glownia, analista do RiverFront Investment Group. Mas ele frisou que está otimista com o mercado de ações e encorajado pela contínua melhora no cenário econômico. "Acreditamos que, se o Fed reduzir estímulos, será somente se a força da economia permitir, o que é bom para as ações."

No noticiário corporativo, chamou a atenção o desempenho negativo da Hewlett-Packard (HP), cujos papéis caíram 12,45%. Em balanço divulgado na véspera, a HP mostrou que reverteu e lucrou US$ 1,39 bilhão no terceiro trimestre fiscal. Mas as receitas caíram 8,2%, para US$ 27,23 bilhões, em meio às vendas mais fracas de computadores pessoais. Além disso, a HP baixou suas previsões de lucro para todo o ano fiscal.

As ações do Nasdaq OMX Group encerraram com queda de 3,42%, em reação à interrupção dos negócios à tarde.

Na Europa, as Bolsas fecharam com valorização sob impulso de noticiário favorável da região. Segundo dados da Markit, o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro subiu para 51,7 em agosto, a leitura mais alta em 26 meses. A Bolsa de Milão liderou os ganhos, com avanço de 2,56%, enquanto Londres subiu 0,88% e Paris se valorizou 1,10%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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