Bolsas de NY encerram mistas; S&P 500 atinge recorde

As Bolsas de Nova York fecharam predominantemente em alta nesta quinta-feira, 17, com o índice Dow Jones chegando a migrar para o terreno positivo nos últimos minutos de negociação antes de voltar para o vermelho, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq passaram o pregão no azul. O S&P 500 fechou em nível recorde, com noticiário corporativo como destaque do dia.

Agencia Estado

17 de outubro de 2013 | 18h08

O índice Dow Jones recuou 2,18 pontos (0,01%) e fechou a 15.371,65 pontos, recuperando grande parte da perda de 145 pontos vista no início da sessão. O S&P 500 subiu 11,61 pontos (0,67%), para 1.733,15 pontos, registrando novo recorde de fechamento - o último foi alcançado em 18 de setembro. O Nasdaq teve alta de 23,72 pontos (0,62%), terminando a 3.863,15 pontos, o maior nível desde setembro de 2000.

Na noite passada, o Congresso norte-americano aprovou, com margens confortáveis, um projeto para financiar o governo até 15 de janeiro e suspender o teto da dívida até 7 de fevereiro do próximo ano. A proposta seguiu para sanção do presidente Barack Obama nesta madrugada, o que permitiu o retorno dos servidores públicos ao trabalho nesta quinta-feira.

O governo será financiado com base nos níveis atuais de despesas, que foram reduzidos em março, quando entraram em vigor cortes automáticos de gastos. Exatamente em 15 de janeiro está prevista uma nova rodada de cortes, que totaliza US$ 21 bilhões. Isso significa que o comitê bipartidário criado pelo projeto aprovado terá muito trabalho para evitar uma nova crise dentro de três meses.

Os presidentes dos Comitês de Orçamento da Câmara, o republicano Paul Ryan, e do Senado, a democrata Patty Murray, tomaram café da manhã juntos para começar a tentar encontrar pontos de acordo.

Com o impasse resolvido, os investidores avaliam os danos provocados à economia e o que isso pode significar para a política do Federal Reserve, especialmente devido ao fato de o Congresso ter de discutir novamente o teto da dívida antes de 7 de fevereiro. Na véspera, a agência de classificação de risco Standard & Poor''s (S&P) reduziu sua projeção para a taxa anualizada de crescimento do PIB dos EUA no 4º trimestre de 3% para 2%, dizendo que a paralisação do governo tirou US$ 24 bilhões da produção econômica. Enquanto isso, Fitch e DBRS colocaram o rating norte-americano em revisão para possível rebaixamento, enquanto a agência de rating chinesa Dagong foi mais longe e cortou a nota dos EUA, de A para A-.

Apesar dos danos à economia, Dan McMahon, diretor do Raymond James, disse que é difícil não ser otimista, uma vez que a expectativa é de que o Fed mantenha os estímulos.

Dos indicadores divulgados mais cedo, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 15 mil, para 358 mil, na semana até 12 de outubro. O resultado ficou bem acima da previsão dos analistas, de 330 mil solicitações. Um funcionário do Departamento do Trabalho afirmou que aparentemente a Califórnia ainda não atualizou todos os dados. Já o índice de atividade industrial regional do Meio Atlântico, medido pelo Federal Reserve da Filadélfia, caiu para 19,8 em outubro, de 22,3 em setembro. A previsão dos analistas era de queda maior, para 15,0. Leituras acima de zero indicam expansão da atividade.

O noticiário corporativo se destacou. O Dow Jones foi pressionado durante toda a sessão por balanços fracos de três blue chips componentes do índice. As perdas foram lideradas por dois dos maiores componentes: International Business Machines (IBM) e Goldman Sachs.

O Goldman Sachs caiu 2,42% após ter reportado lucro líquido de US$ 1,52 bilhão, praticamente estável em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a IBM, que divulgou números decepcionantes na noite passada, perdeu 6,37%. Outro componente do Dow - o UnitedHealth Group - fechou em queda de 5,08%, após informar que seu lucro aumentou 0,8%, para US$ 1,57 bilhão.

Dentre outras companhias que divulgaram resultados mais cedo, o lucro da Verizon Communications aumentou 40%, para US$ 2,23 bilhões, e os papéis da empresa ganharam 3,49%. Após o fechamento dos mercados, o Google anunciou um lucro líquido de US$ 2,97 bilhões, ou US$ 8,75 por ação, no terceiro trimestre deste ano, 36% maior do que o registrado pela companhia no mesmo período do ano passado. As ações da empresa encerraram o pregão tradicional com queda de 1,03%, mas avançavam quase 7% no after hours.

Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única, depois de operarem em baixa durante a maior parte da sessão, enquanto os investidores digeriam o acordo anunciado pelo Congresso dos EUA. Analistas destacaram que é apenas uma solução temporária para o problema. A Bolsa de Londres subiu 0,07%, Frankfurt recuou 0,38% e Paris teve retração de 0,10%, apesar do avanço de 3,10% das ações do Carrefour, que divulgou bons resultados. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
Bolsas de Valores

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.