Bolsas de NY ensaiam alta após dados de bens duráveis

As bolsas dos Estados Unidos devem abrir a terça-feira, 27, com ganhos, sinalizam os índices futuros. Números melhores do que o esperado das encomendas de bens duráveis animam os investidores nesta volta do feriado prolongado no país. Às 10h20 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,45%, o Nasdaq ganhava 0,52% e o S&P 500 avançava 0,41%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

27 de maio de 2014 | 10h48

A semana mais curta nos EUA começa nesta terça-feira com agenda cheia de indicadores. O primeiro do dia já surpreendeu positivamente com as encomendas de bens duráveis de abril registrando expansão de 0,8%. A aposta dos economistas era de queda de 0,7%. Ao contrário de meses anteriores, em que as encomendas de aeronaves eram os destaques de crescimento, em abril foram os gastos militares com equipamentos de defesa que puxaram a alta. Os índices futuros, que já operavam no azul desde o início da manhã, aceleraram as altas após a divulgação do indicador.

Logo em seguida, saiu o índice de preços de moradias S&P/Case-Shiller, que subiu 0,9% em março ante fevereiro, considerando a pesquisa feita nas 20 principais cidades do país. Na comparação anual a alta chegou a 12,4%. A expansão anual dos preços dos imóveis na casa dos dois dígitos, junto com os salários estagnados e o aumento dos custos das hipotecas, acaba desencorajando a compra de residências e tem refletido em números fracos do setor nos últimos meses, avalia a economista da corretora Mesirow Financial, Diane Swonk, em um relatório. Para ela, as vendas de imóveis usados podem ter queda este ano na comparação com 2013.

Após a abertura do pregão, o índice de sentimento do consumidor calculado pelo The Conference Board, que será divulgado às 11h (de Brasília), pode ter impacto no mercado financeiro. A equipe de economistas do Bank of America Merrill Lynch projeta melhora do indicador, subindo de 82,3 em abril para 83,5 este mês. O mercado de trabalho criando mais vagas, de acordo com o banco, é um dos fatores que devem ajudar a deixar os norte-americanos mais confiantes na economia. Por outro lado, a alta dos preços do gás e dos alimentos deve impedir um avanço maior, destaca o BoFA em um relatório.

Além do indicador, deve atrair atenção uma apresentação do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Atlanta, Dennis Lockhart, que fala às 21h10 (de Brasília). Ele não tem poder de voto nas reuniões de política monetária deste ano, mas terá em 2015, quando se espera que os juros dos EUA sejam elevados. O dirigente, aliás, tem falado que o segundo semestre do ano que vem seria o momento certo para a elevação das taxas.

No noticiário corporativo, as ações da farmacêutica Pfizer, dos Estados Unidos, e da AstraZeneca, da Inglaterra podem ser destaques de negócios hoje. Na segunda-feira, 26, a Pfizer anunciou que não deve mais fazer propostas para comprar a rival inglesa. O último lance foi feito na semana passada, quando a norte-americana ofereceu US$ 120 bilhões pela AstraZeneca, que recusou. No pré-mercado, o papel da Pfizer subia 0,88%. Já o American Depositary Share (ADS) da companhia da Inglaterra cedia 1,74% em Nova York.

Ainda nas fusões e aquisições, a Pilgrim''s Pride, fabricante de alimentos congelados controlada pela brasileira JBS, anunciou nesta terça que está oferecendo US$ 6,4 bilhões em dinheiro para comprar a rival Hillshire Brands. No pré-mercado, o papel da Hillshire disparava 22% e o da Pilgrim avançava 4,02%. No último dia 12, a Hillshire havia feito

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