Bolsas de NY ensaiam recuperação e devem abrir em alta

Os índices futuros apontam para uma abertura em alta das bolsas norte-americanas no pregão desta terça-feira. Depois do tombo de ontem, as bolsas ensaiam uma recuperação em Wall Street, mas o tom de cautela predomina em meio à preocupação com emergentes e expectativa por novos indicadores da atividade dos Estados Unidos. Às 12h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,43%, o Nasdaq ganhava 0,67% e o S&P 500 avançava 0,68%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

04 de fevereiro de 2014 | 12h38

Os indicadores capazes de mexer com o mercado financeiro vão ser divulgados após a abertura do pregão. O dia tem números do setor industrial norte-americano, o principal responsável ontem pela queda forte das bolsas, após dados de janeiro mostrarem uma indústria mais fraca que o esperado. Além do índice dos gerentes de compras (ISM) de Nova York, saem às encomendas à indústria de dezembro. Para este último, o jornal financeiro Barron''s projeta queda de 1,8%, mesmo valor que o índice subiu em novembro.

"Há muita incerteza no mercado enquanto o Federal Reserve começa a retirar os estímulos monetários", afirma o estrategista-chefe de investimento do ING Investment Management, Doug Cole. Para ele, indicadores ruins da indústria vieram ontem em um momento vulnerável do mercado. "Os preços precisam de uma correção de tempos em tempos e isso pode ser o que está acontecendo agora", diz ele em um relatório a clientes, destacando que as preocupações com novas vulnerabilidades em emergentes persistem.

Em Washington, o Congresso divulga uma atualização da projeção de déficit orçamentário do ano fiscal de 2014, às 13h (de Brasília). O Deutsche Bank projeta que a dívida do governo fique em US$ 530 bilhões, melhor que do ano fiscal de 2013, de US$ 630 bilhões. Além disso, o secretário do Tesouro, Jack Lew, tem pronunciamento previsto para falar da necessidade de elevar o teto da dívida pública.

Há ainda duas apresentações de dirigentes regionais do Federal Reserve. Apesar de nenhum deles ter poder de voto este ano nas reuniões do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), os pronunciamentos devem atrair atenção, em busca de avaliações sobre a atividade econômica neste início de ano, no geral com números mais fracos que o esperado e em meio à turbulência nos países emergentes.

O presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, declarou nesta manhã que o mercado de trabalho dá sinais de melhora e não há porque o BC mudar sua estratégia de reduzir as compras de ativos. Já o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, faz pronunciamento às 15h30 (de Brasília).

No noticiário corporativo, o dia tem balanços importantes, não só de empresas norte-americanas, mas de multinacionais fortes no país e que, por isso, podem repercutir nas ações de empresas concorrentes ou nos American Depositary Receipts (ADRs) negociados em Nova York destas companhias. Entre os nomes estão a petroleira BP, a montadora Toyota, a Panasonic e a Hitachi.

Entre as companhias dos EUA que já divulgaram seus números hoje, a CME Group, sócia da BM&FBovespa e dona da Chicago Mercantile Exchange, maior bolsa de derivativos do mundo, decepcionou com números abaixo do previsto. Mesmo assim, o lucro subiu 16% no quarto trimestre, para US$ 193,1 milhões, e no pré-mercado o papel recuava 3,94%.

Já a Yum! Brands, dona de redes de comida rápida como Pizza Hut e KFC, veio com números melhores que o previsto e subia 5,21% no pré-mercado. O lucro caiu 4,7% e as receitas subiram 0,6%.

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