Bolsas de NY estão atentas ao sentimento do consumidor

As bolsas dos Estados Unidos devem abrir o último pregão da semana em baixa, sinalizam os índices futuros. Os investidores aguardam dados de sentimento do consumidor, que saem após a abertura das bolsas e podem sinalizar se o consumo no país, que andou de lado nos últimos meses, deve melhorar em junho. Às 10h10 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones perdia 0,20%, o Nasdaq recuava 0,14% e o S&P 500 cedia 0,23%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agência Estado

27 de junho de 2014 | 10h20

A sexta-feira tem agenda esvaziada em Wall Street e o único indicador do dia é o índice de sentimento de consumidor da Universidade de Michigan, que será divulgado às 10h55 (de Brasília) e trará a leitura final de junho. O economista do RBC Capital Markets, Tom Porcelli, projeta melhora do indicador, subindo de 81,2 em maio para 82,5 este mês.

Para o economista, assim como mostrou esta semana o índice de confiança do The Conference Board, a alta das bolsas para níveis recordes e dos preços dos imóveis ajuda a melhorar a sensação de riqueza e deixa os agentes mais confiantes. Em junho, o indicador calculado pelo instituto subiu para 85,2, superando as previsões dos economistas e ficando no maior nível desde janeiro de 2008. No mercado de trabalho, a criação de vagas na casa dos 200 mil postos mensais este ano e a redução dos pedidos de auxílio-desemprego para os níveis mais baixos de 2007 também contribuem para a melhora.

"O consumidor tem se mostrado mais confiante, inclusive com a recuperação do mercado de trabalho, e não parece muito afetado pelas crises geopolíticas, que podem influenciar os preços do petróleo", escrevem os economistas do Wells Fargo, Mark Vitner e Michael Brown. Por isso, se espera uma melhora do consumo em junho, depois de os gastos ficarem estáveis em abril e crescerem apenas 0,2% em maio, número abaixo do esperado e que contribuiu para a queda das bolsas ontem.

No noticiário corporativo, a Dupont era destaque de queda no pré-mercado, com baixa de 2,51%. A empresa cortou estimativas de resultados para o segundo trimestre e todo o ano de 2014, principalmente por conta de sua unidade de agronegócio. Com isso, alguns analistas, como os do JPMorgan, também cortaram as previsões de lucro para a companhia.

Já a Nike anunciou resultados melhores que o esperado e o papel subia 3,25%. No trimestre encerrado em 31 de maio, a fabricante de material esportivo lucrou US$ 698 milhões, crescimento de 5,4% ante o mesmo período do ano passado. As receitas cresceram 11%. Tanto a Dupont como a Nike pertencem ao índice Dow Jones.

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