Bolsas de NY fecham divergentes por 'payroll' e Síria

Após uma sessão volátil, as Bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta sexta-feira, 6. De um lado, o relatório de emprego (payroll) mais fraco que o previsto diminuiu as expectativas de uma redução de estímulos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) este mês, o que apoiou os mercados acionários. De outro, novas preocupações com a Síria motivaram a cautela entre os investidores. Os índices, contudo, encerraram a semana com ganhos, após quatro perdas semanais consecutivas.

Agencia Estado

06 de setembro de 2013 | 17h40

O índice Dow Jones cedeu 14,98 pontos (0,10%), fechando a 14.922,50 pontos. Na semana, o Dow avançou 0,76%. O Nasdaq avançou 1,23 ponto (0,03%), encerrando a sessão a 3.660,01 pontos e a semana com alta de 1,95%. O S&P 500 teve alta de 0,09 ponto (0,01%), terminando a 1.655,17 pontos e subindo 1,36% na semana.

O payroll mostrou a criação de 169 mil vagas em agosto, ante expectativa de 175 mil. Além disso, os dados de junho e julho foram revistos para baixo, resultando em um total de 74 mil vagas a menos criadas nesses dois meses. Mesmo assim, a taxa de desemprego no país caiu para 7,3% em agosto. Isso ocorreu porque a taxa de participação, que indica a fatia da população economicamente ativa na força de trabalho, caiu para 63,2% em agosto, o menor nível desde agosto de 1978.

O dado geral reduziu as expectativas de que o Fed vá cortar suas compras de bônus na reunião dos dias 17 e 18 deste mês. Mesmo assim, a maioria dos analistas ainda acredita que esse é o resultado mais provável do encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), mas o consenso não é tão forte.

"Eu descreveria o relatório como médio a fraco", disse Ron Florance, analista do Wells Fargo Private Bank, "O Fed deve manter o mesmo cronograma para a redução das compras de bônus, mas acredito que o tamanho da redução será menor."

O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse mais cedo que o banco central provavelmente começará a reduzir seus estímulos ainda este ano. Apesar de se mostrar descrente quanto à melhora no mercado de trabalho, ele afirmou que "os fundamentos econômicos dos EUA parecem bons, genericamente falando".

Segundo o dirigente, tudo o que o Fed fizer em relação à política monetária não é predeterminado e depende de indicadores econômicos. Sobre a reunião deste mês, declarou que vai para o encontro "com a mente aberta". "Eu posso ser convencido sobre qual é o melhor caminho a seguir", comentou Evans, que vota no Fomc.

Os ganhos das Bolsas norte-americanas foram limitados pelos receios com a Síria, que inclusive provocaram forte volatilidade no início do pregão. Putin disse, após o encontro do G-20 em São Petersburgo, que a Rússia vai continuar vendendo armas para os sírios e vai ajudar o país no caso de um ataque. O presidente dos EUA, Barack Obama, pressionou o G-20 a apoiar uma ação contra a Síria, mas conseguiu o apoio de apenas dez países, que pedem "uma forte resposta internacional a essa grave violação das regras e consciência do mundo". O Congresso dos EUA está em recesso e só deve votar o assunto na próxima semana, então um ataque não é tão iminente.

No noticiário corporativo, a Hewlett-Packard foi destaque de alta, avançando 1,36%.

Na Europa, as Nolsas fecharam com alta firme depois de uma sessão bastante volátil, sustentadas pela redução das expectativas de que o Federal Reserve começará em breve a retirar os estímulos à economia dos EUA. O retorno das preocupações com a Síria levou os índices para território negativo por alguns momentos, mas no fim dos negócios eles se recuperaram. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,23%, Frankfurt ganhou 0,49% e Paris avançou 1,06%, fechando na máxima da sessão. Fonte: Dow Jones Newswires.

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