Bolsas de NY fecham em alta com acordos corporativos

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em alta, impulsionados pelo anúncio de acordos corporativos, que foram interpretados como um sinal de que as empresas estão suficientemente confiantes para investir o amplo volume de dinheiro em caixa. A expectativa de que o presidente do país, Barack Obama, fará um discurso mais favorável às empresas na quarta-feira também contribuiu para os ganhos.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

24 de janeiro de 2011 | 19h56

Entre os acordos anunciados hoje, a Rock-Tenn disse que pretende comprar a empresa de embalagens Smurfit-Stone Container por US$ 3,5 bilhões, enquanto a Novartis divulgou que pretende gastar US$ 470 milhões para comprar a Genoptix. "Estamos vendo a confiança voltar ao mercado", disse Jim Dunigan, executivo de investimentos da PNC Wealth Management. "Conforme diferentes companhias colocarem o dinheiro para trabalhar, as outras ficarão mais confiantes para fazer o mesmo."

O Dow Jones fechou em alta de 108,68 pontos, ou 0,92%, a 11.980,52 pontos, depois de ter tocado máxima no dia de 11.982,94 pontos - o maior nível desde 20 de junho de 2008. A Alcoa puxou o avanço do índice, subindo 3,99%, enquanto a Intel ganhou 2,02% após o conselho da companhia ter autorizado a recompra de US$ 10 bilhões em ações.

O McDonald''s teve alta de 0,49%. A companhia divulgou que seu lucro cresceu 2,1% no quarto trimestre de 2010 em comparação a um ano antes, mas os investidores manifestaram preocupação com uma desaceleração nas vendas da companhia no final do ano passado.

O Nasdaq subiu 28,01 pontos, ou 1,04%, para 2.717,55 pontos, enquanto o S&P 500 teve ganho de 7,49 pontos, ou 0,58%, encerrando o pregão aos 1.290,84 pontos.

A RadioShack caiu 12% depois de projetar um lucro para o quarto trimestre que ficou abaixo das estimativas de analistas. A J.C. Penney fechou em alta de 6,8% após divulgar planos para fechar lojas com um desempenho de vendas abaixo da média, reduzir seu catálogo e consolidar os call centers.

Na madrugada de quarta-feira - noite de amanhã nos EUA -, Obama fará o discurso do "Estado da União". A expectativa é de que ele peça sacrifícios tanto dos democratas quanto dos republicanos e indique disposição da Casa Branca para reduzir os impostos corporativos no país por meio de uma reforma no código tributário, de acordo com fontes próximas aos preparativos do discurso.

"Não acho que as pessoas querem ficar muito vendidas antes do Estado da União porque parece que Obama está se movendo para o centro e os comentários provavelmente serão um pouco mais favoráveis às empresas", disse Nick Kalivas, estrategista e vice-presidente da MF Global. As informações são da Dow Jones.

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