Bolsas de NY fecham em alta com indicadores positivos

O índice Dow Jones avançou 1,10%, enquanto o Nasdaq teve valorização de 1,63%. Já o índice S&P 500 subiu 1,29%

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado, Agencia Estado

29 de abril de 2010 | 19h03

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em alta - com o Dow Jones registrando o maior ganho em uma única sessão desde 5 de março -, diante de indicadores positivos sobre a economia norte-americana, que impulsionaram especialmente os papéis do segmento industrial.

Pela manhã, o Federal Reserve de Chicago anunciou que seu índice de atividade econômica nacional subiu para -0,07 em março, de -0,44 em fevereiro, reagindo a uma melhora nos setores de produção e de emprego. A média móvel em três meses, uma medida mais consistente de atividade econômica, subiu para -0,18 em março, de -0,31 em fevereiro, sinalizando "uma probabilidade crescente de que a recessão terminou", de acordo com um comunicado divulgado pelo Fed de Chicago.

Além disso, dados do Departamento de Trabalho dos EUA mostraram um declínio de 11 mil no número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego na semana até 24 de abril, enquanto um relatório do Federal Reserve de Kansas City mostrou que a atividade industrial na região cresceu em março.

Outro fator que ajudou as ações a subirem foi a notícia de que três dos principais partidos de oposição da Alemanha concordaram em acelerar a votação de um auxílio de 8,4 bilhões de euros (US$ 11,08 bilhões) para a Grécia. "Eventualmente veremos algum tipo de acordo. No fim das contas, eles vão querer o sucesso da zona do euro, então darão suporte aos países-membros", disse Judith McDonald Moses, gerente de carteiras de investimento da Evercore Wealth Management.

Conforme mais investidores chegam a essa conclusão, "o mercado passa a desviar o foco dos rebaixamentos nos ratings e a olhar novamente para os balanços corporativos", acrescentou Moses. No decorrer desta semana, Grécia, Portugal e Espanha - que há tempos estão sendo observados pelo mercado por conta de seus respectivos déficits orçamentários - tiveram seus respectivos ratings rebaixados pela agência de classificação de risco Standard & Poor''s.

O Dow Jones subiu 122,05 pontos, ou 1,10%, para 11.167,32 pontos, puxado pelo avanço de componentes ligados ao segmento industrial, como Dupont (+2,81%) e Caterpillar (+2,58%), e também ao setor financeiro, como American Express (+3,30%) e Bank of America (+2,92%). Os dois últimos foram particularmente beneficiados pela abertura do debate no Senado dos EUA sobre os termos da reforma regulatória do setor financeiro norte-americano.

Já a Procter & Gamble, que também faz parte do índice, registrou queda de 1,5% em suas ações após anunciar que seu lucro do terceiro trimestre fiscal encolheu 1% em relação a igual período do ano passado e divulgar uma previsão para os lucros do quarto trimestre fiscal que decepcionou os investidores.

Outro integrante do Dow Jones que encerrou a sessão em baixa foi a ExxonMobil (-0,77%). A empresa divulgou um aumento de 38% no lucro do primeiro trimestre e afirmou que as menores margens de refino ofuscaram parcialmente os benefícios do aumento nos preços do petróleo. Os resultados, no entanto, vieram abaixo das previsões do mercado.

O Nasdaq avançou 40,19 pontos, ou 1,63%, para 2.511,92 pontos, enquanto o S&P 500 fechou em alta de 15,42 pontos, ou 1,29%, para 1.206,78 pontos, puxado pelos papéis dos segmentos financeiro e industrial. O setor de saúde também teve uma alta significativa, reagindo à divulgação do balanço da Bristol-Myers Squibb, cujas ações subiram 4,2%. A companhia anunciou um crescimento de 16% no lucro do primeiro trimestre e um aumento nas vendas de medicamentos para o tratamento de doenças do coração e câncer. As informações são da Dow Jones.

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