Bolsas de NY fecham em alta por dados bons na Ásia

As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 9, impulsionadas por indicadores econômicos positivos na China e no Japão e pela diminuição dos temores sobre um ataque à Síria. Em uma semana de agenda econômica relativamente fraca nos Estados Unidos, os investidores começam a se posicionar para a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na próxima semana, quando deve ser decidido o futuro do programa de estímulos da instituição.

Agencia Estado

09 de setembro de 2013 | 17h48

O índice Dow Jones subiu 140,62 pontos (0,94%), fechando a 15.063,12 pontos. O Nasdaq avançou 46,17 pontos (1,26%), encerrando aos 3.706,12 pontos. O S&P 500 teve alta de 16,54 pontos (1%), terminando a 1.671,71 pontos.

As Bolsas iniciaram a sessão em alta, após dados positivos na Ásia. Agradou a notícia de que as exportações da China tiveram alta anual de 7,2% em agosto, após subirem 5,1% em julho. Já o PIB do Japão mostrou expansão anual de 3,8% na leitura revisada do segundo trimestre, acima da alta de 2,6% reportada inicialmente.

Enquanto isso, diminuíram os receios com a Síria. Mais cedo, a Rússia apresentou uma proposta para que a Síria entregue suas armas químicas para serem destruídas pela comunidade internacional. O ministro das Relações Exteriores sírio, Walid al-Muallem, elogiou a proposta, mas não deu detalhes se o presidente do país, Bashar al-Assad, está disposto a entregar essas armas, que ele nunca reconheceu que possui. Os Estados Unidos se mostraram céticos quanto à proposta, mas disseram que é um passo importante, sugerindo que um ataque ao país poderia ser evitado se isso realmente acontecesse.

O líder da maioria democrata no Senado dos EUA, Harry Reid, disse que a Casa deve realizar uma votação preliminar sobre a resolução que autoriza o ataque à Síria na quarta-feira, 11. Antes disso, os senadores democratas vão se reunir com o presidente Barack Obama. O presidente vai dar uma série de entrevistas à imprensa esta noite, e deve fazer um pronunciamento à nação na terça, 10.

Na agenda de indicadores, o único dado relevante divulgado foi a expansão do crédito ao consumidor, que cresceu US$ 10,44 bilhões em julho, segundo dados do Federal Reserve. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma alta maior, de US$ 14 bilhões.

O presidente do Fed de São Francisco, John Williams, afirmou que a economia dos EUA está se aproximando de uma "melhora substancial" no mercado de trabalho, o que faria o banco central encerrar suas compras mensais de bônus. Ele não forneceu uma previsão específica de quando a redução nos estímulos deva começar, mas disse que apoia o cronograma apresentado pelo presidente do Fed, Ben Bernanke, que prevê o início do corte nas compras de ativos este ano e o término total até meados de 2014. Segundo Williams, será um processo com diversas etapas. "A redução no programa de estímulos pode durar nove, dez meses, o tempo que for apropriado."

Entre os destaques da sessão, a Apple subiu 1,60%, em meio às crescentes especulações sobre o anúncio que a companhia fará em evento marcado para esta semana. A empresa estaria preparando o lançamento de dois novos modelos do iPhone, incluindo uma versão mais barata, e pode anunciar também um acordo com a China Mobile, a maior operadora de telefonia móvel da China.

A Delta Air Lines avançou 9,4%, após a S&P Dow Jones Indices informar, na noite de sexta-feira, 6, que vai incluir as ações no índice S&P 500 depois do fechamento do mercado na terça-feira, 10. A Delta vai substituir a BMC Software, que está sendo comprada pela Bain Capital. Os destaques de alta entre as blue chips foram Caterpillar (+2,20%), IBM (+1,95%) e 3M (+1,70%). Fonte: Dow Jones Newswires.

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