Bolsas de NY fecham em alta; tecnologia é destaque

As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, 23, à medida que os investidores avaliaram dados decepcionantes do mercado imobiliário dos Estados Unidos diante da possibilidade de o Federal Reserve adiar a redução de estímulos. A força do setor de tecnologia e a queda nos yields (retorno ao investidor) dos Treasuries, títulos da dívida do Tesouro dos EUA, também ajudaram o mercado acionário norte-americano.

Agencia Estado

23 de agosto de 2013 | 17h46

O índice Dow Jones subiu 46,77 pontos (0,31%) e encerrou aos 15.010,51 pontos, mas foi o único a encerrar a semana no vermelho - pela terceira semana consecutiva -, com queda de 0,47%. O S&P 500 avançou 6,54 pontos (0,39%), para 1.663,50 pontos, e teve alta de 0,46% na semana. Já o Nasdaq ganhou 19,08 pontos (0,52%) e fechou aos 3.657,79 pontos, com avanço de 1,53% na semana.

O Departamento do Comércio dos EUA informou que as vendas de moradias novas recuaram 13,4% em julho, na comparação com junho, para a média anualizada de 394 mil unidades, o menor nível em 9 meses.

A queda das vendas eleva os temores de que o aumento das taxas de hipotecas afetará a recuperação do mercado imobiliário e ajuda a alimentar as expectativas de que o Fed esperará mais para começar a reduzir seu programa de compra de ativos de US$ 85 bilhões mensais.

Quincy Krosby, estrategista da Prudential Financial, disse que, com a incerteza sobre as intenções do Fed "pesando sobre o mercado", o dado pode ser interpretado como positivo para as ações. "Está muito claro que o mercado imobiliário é crucial para apoiar a recuperação econômica e, por isso, o Fed não vai colocar em risco a recuperação nesse mercado", afirmou.

Tim Hopper, economista-chefe da TIAA-CREF, afirmou que o dado ruim pode colocar "as conversas sobre redução de estímulos" ou as preocupações com o assunto em pausa por enquanto. "Nesse caso, você pode dizer que más notícias são boas notícias", afirmou. Segundo ele, o dado dá motivos para acreditar que "talvez o Fed não reduza estímulos em setembro", como espera o mercado.

No noticiário corporativo, a Microsoft, componente do índice Dow Jones, fechou em alta de 7,81%, após a gigante de tecnologia informar que o executivo-chefe da empresa, Steve Ballmer, tem planos de se aposentar nos próximos 12 meses. As ações da empresa subiram 28% este ano, cerca de o dobro do avanço do Dow, mas sua performance foi pior do que a média desde que Ballmer se tornou CEO em janeiro de 2000.

Na Europa, as Bolsas também fecharam em alta após dados confirmarem que as economias da Alemanha e do Reino Unido estão no caminho de uma recuperação sustentável. O aumento na confiança do consumidor da zona do euro também sustentou os ganhos das ações da região. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,70%, Frankfurt ganhou 0,23% e Paris avançou 0,25%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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