Bolsas de NY fecham em baixa com ajuste de posições

As bolsas de Nova York tiveram mais uma sessão de perdas significativas nesta sexta-feira, 11, fechando uma semana de forte onda de vendas, especialmente nas ações de biotecnologia e internet.

STEFÂNIA AKEL, Agencia Estado

11 de abril de 2014 | 18h34

O índice Dow Jones fechou em baixa de 143,47 pontos (0,89%), aos 16.026,75 pontos, e perdeu 2,35% na semana. O S&P 500 recuou 17,39 pontos (0,95%), para 1.815,69 pontos. Na semana, a desvalorização foi de 2,65%.

Mas o destaque negativo da semana ficou com o Nasdaq, que hoje encerrou em queda de 54,38 pontos (1,34%), aos 3.999,73 pontos, o menor nível desde 3 de fevereiro. O índice perdeu 3,1% esta semana - a maior queda desde a semana encerrada em 1º de junho de 2012. O Nasdaq recuou 8,2% desde o dia 5 de março, quando fechou no maior nível em 14 anos.

Traders afirmaram que não houve um motivo específico para a queda de hoje. Após um início de sessão mais contido, as perdas se aceleraram no decorrer do dia.

"Os volumes estão mais pesados que o normal, mas não excessivos", disse Joe Saluzzi, trader da Themis Trading. Segundo ele, os investidores estão ficando "um pouco mais nervosos" e estão "prudentemente realizando lucros", especialmente nas ações mais valorizadas. "Mas eles não estão em pânico", frisou Saluzzi.

Analistas afirmaram que essa fuga das ações não sinaliza que o sentimento com a economia global está se deteriorando ou que uma crise está se aproximando. Os dados divulgados esta semana mostraram melhora no mercado de trabalho nos EUA e aumento da confiança do consumidor. Em vez disso, analistas acreditam que a realocação de ações para bônus reflete uma calibragem entre gestores de ativos, que haviam pesado seus portfólios em favor das ações no início do ano.

Mais cedo, saíram números positivos da economia dos EUA, mas as bolsas não reagiram com otimismo. O índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,5% em março ante o mês anterior, superando a previsão de 0,1%, enquanto o índice preliminar de sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan subiu para 82,6 em abril, de 80,0 em março, atingindo o nível mais alto em nove meses.

No noticiário corporativo, as ações do JPMorgan caíram 3,66% e pesaram sobre o Dow Jones, após o lucro e receita reportados hoje pelo banco referentes ao primeiro trimestre terem vindo abaixo das expectativas de analistas.

Na Europa, as bolsas fecharam em baixa, seguindo a onda de vendas em ações de tecnologia. O tom cauteloso foi reforçado pela inflação na China, que acentuou as preocupações com a desaceleração da segunda maior economia do mundo. A situação na Ucrânia também não ajudou após a Rússia ter subido o tom e ameaçado cortar o fornecimento de gás aos ucranianos. A Bolsa de Londres fechou em queda de 1,21%, enquanto Frankfurt recuou 1,47% e Paris perdeu 1,08%. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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