Bolsas de NY fecham em baixa com receio sobre China

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em leve baixa, pressionados por preocupações com as consequências da reforma regulatória no sistema financeiro norte-americano e com os efeitos de um aperto monetário na China sobre o consumo mundial.

GUSTAVO NICOLETTA,

26 Janeiro 2010 | 20h34

O Dow Jones caiu 2,57 pontos, ou 0,03%, para 10.194,29 pontos, diante de perdas acentuadas entre os componentes do setor financeiro, como JPMorgan (-1,96%) e Bank of America (-1,40%). A Verizon Communications, que também faz parte do índice, fechou em queda de 1,66% após anunciar que registrou prejuízo no quarto trimestre de 2009.

A Travelers, por outro lado, evitou que o declínio do Dow Jones fosse mais acentuado. Os papéis da companhia subiram 2,74% após a seguradora anunciar que seu lucro no quarto trimestre do ano passado cresceu 60% em relação a igual período de 2008.

O índice Nasdaq caiu 7,07 pontos, ou 0,32%, para 2.203,73 pontos. O S&P 500 recuou 4,61 pontos, ou 0,42%, para 1.092,17 pontos.

O leve declínio ocorreu mesmo diante da divulgação de um aumento no índice de confiança do consumidor dos EUA medido pelo Conference Board, que avançou para 55,9 em janeiro, de uma leitura revisada de 53,6 em dezembro.

Fontes disseram recentemente que diversos bancos da China determinaram que suas agências devem suspender a concessão de novos empréstimos durante o restante deste mês. A decisão teria sido tomada após dados mostrarem que o volume de empréstimos no país superou 1 trilhão de yuans (US$ 146 bilhões) nas duas primeiras semanas deste ano - mais que o dobro da média mensal de 400 bilhões de yuan registrada no segundo semestre do ano passado.

O mercado teme que a redução na oferta de crédito possa diminuir a demanda por produtos como o cobre, que no ano passado foi especialmente beneficiado pelo consumo chinês.

Os investidores também demonstram cautela antes da divulgação da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano), na quarta-feira. "É muito cedo para falar sobre aperto (na política monetária), mas só o fato de que eles farão uma decisão sobre isso amanhã gera incerteza", disse Jill Holup, diretora de investimentos da Lowenberg Wealth Management. As informações são da Dow Jones.

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