Bolsas de NY fecham em direções diferentes

As bolsas de Nova York fecharam em direções divergentes nesta segunda-feira, 13, após um dia volátil, com os investidores divididos entre o dado melhor que o previsto sobre vendas no varejo norte-americano e as informações de que o Federal Reserve está se preparando para reduzir os estímulos à economia dos EUA. Mesmo assim, a modesta alta do S&P 500 foi suficiente para que o índice superasse seu recorde de fechamento registrado no fim da semana passada.

Agencia Estado

13 de maio de 2013 | 17h57

O índice Dow Jones recuou 26,81 pontos (0,18%) e fechou a 15.091,68 pontos. O S&P 500 teve leve alta de 0,07 ponto (0,00%) e fechou a 1.633,77 pontos, um novo recorde. E o Nasdaq ganhou 2,21 pontos (0,06%) e encerrou a sessão a 3.438,79 pontos. Na sexta-feira, tanto o Dow quanto o S&P 500 haviam fechado em nível recorde.

O movimento "parece uma certa consolidação após os fortes ganhos da semana passada", disse Richard Skaggs, estrategista da Loomis Sayles & Co.

Uma reportagem do Wall Street Journal afirmou que o Fed já mapeou uma estratégia para desacelerar gradualmente seu programa de compra de bônus de US$ 85 bilhões mensais quando os membros do banco central dos EUA sentirem confiança na recuperação da economia norte-americana. Sinais mais claros sobre os planos do Fed podem surgir nesta semana, à medida que cinco presidentes de regionais do Fed fizerem pronunciamentos. No próximo sábado, o presidente do Fed, Ben Bernanke, debaterá as perspectivas econômicas de longo prazo em um discurso em Nova York e os participantes dos mercados observarão se ele tocará no assunto.

"A forma como a redução das compras será feita vai criar muita ansiedade e ansiedade leva à volatilidade", disse Ron Florance, do Wells Fargo Private Bank. "Mas nada disso é uma surpresa. Os investidores sabem que isso vai acontecer, então não será um choque."

Apesar da reportagem, a alta de 0,1% nas vendas no varejo dos EUA em abril contrariou a previsão de queda de 0,4% e deu certo apoio às bolsas internacionais. Outro indicador divulgado no país foi o de estoques das empresas, que ficaram inalterados em março ante fevereiro. No entanto, analistas esperavam alta de 0,3%. Já as vendas das empresas recuaram 1,1% em março.

Outra notícia divulgada mais cedo impediu maiores ganhos nas bolsas. A China informou que a produção industrial local cresceu 9,3% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, uma expansão menor do que a de 9,5% esperada pelos analistas.

Entre as blue chips, a Alcoa liderou as perdas, recuando 1,95%, pressionada pelo dados decepcionante da China. Ainda no noticiário corporativo, as ações da Theravance saltaram 17,92% após a companhia entrar em um negócio de US$ 1 bilhão com a irlandesa Elan, para participar dos royalties de quatro programas de drogas respiratórias.

Na Europa, Madri fechou com queda de 1,01%, Milão caiu 0,65% e Paris perdeu 0,22%, enquanto Londres subiu 0,10% e Frankfurt encerrou a sessão praticamente estável, com ganho de 0,01%. O leilão bem-sucedido de bônus da Itália, que vendeu o total de 8 bilhões de euros pretendidos e pagou o menor yield (retorno ao investidor) para dívida de três anos desde janeiro, acabou não tendo grande impacto nos mercados. As informações são da Dow Jones.

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