Bolsas de NY fecham em leve alta após dados positivos

As Bolsas de Nova York fecharam com ganhos modestos nesta quinta-feira, 5, após uma série de dados econômicos positivos, mas com o peso da cautela antes da divulgação do relatório de emprego do governo dos Estados Unidos, na sexta-feira, 6.

Agencia Estado

05 de setembro de 2013 | 17h33

O índice Dow Jones ganhou 6,61 pontos (0,04%), aos 14.937,48 pontos, em alta pela terceira sessão consecutiva. O Nasdaq avançou 9,74 pontos (0,27%), encerrando a 3.658,78 pontos. O S&P 500 teve alta de 2,00 pontos (0,12%), terminando a 1.655,08 pontos.

O relatório da Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisers (ADP/MA) mostrou a criação de 176 mil empregos no setor privado norte-americano em agosto. O número veio quase em linha com a previsão de analistas, que era de geração de 178 mil novas vagas, e precede o relatório de emprego de agosto, que engloba também o setor público.

Ainda no âmbito do mercado de trabalho, o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos por norte-americanos teve queda de 9 mil na semana passada, para 323 mil, e ficou abaixo das 330 mil solicitações previstas por economistas. Já a produtividade da mão de obra nos EUA subiu a uma taxa anual de 2,3% na leitura final do segundo trimestre deste ano, ante aumento de 0,9% no resultado preliminar, segundo o Departamento do Trabalho.

Esses e outros dados reforçam a impressão de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) possa de fato iniciar o desmonte de sua política de relaxamento quantitativo a partir da reunião deste mês, marcada para os dias 17 e 18. "Os dados de hoje sugerem que a recuperação do mercado de trabalho está nos trilhos", disse Alan Gayle, estrategista da Ridgeworth Investments.

O índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços dos EUA, medido pelo Instituto para Gestão de Oferta (ISM), subiu para 58,6 em agosto, de 56,0 em julho, ante previsão de queda para 55,0. Esse é o maior nível do índice desde dezembro de 2005, segundo a Reuters. Já as encomendas à indústria dos EUA caíram 2,4% em julho ante o mês anterior, menos que o recuo previsto de 3,4%. Na esteira dos indicadores, alguns analistas passaram a rever para cima a previsão para o relatório de emprego desta sexta.

"Não acredito que os dados de hoje devam mudar as expectativas" para a retirada de estímulos do Fed, mas "a grande questão será o relatório de amanhã", disse Jonathan Corpina, analista da Meridian Equity Partners.

No noticiário corporativo, as ações das montadoras avançaram pelo segundo dia consecutivo após os fortes resultados das vendas de agosto, anunciados na véspera. A Ford e a General Motors subiram 2,22% e 1,28%, respectivamente.

Os papéis da BlackBerry listados nos EUA tiveram alta de 2,28%, avançando nos minutos finais após o Wall Street Journal informar que a companhia pretende fazer um processo rápido de leilão que pode ter fim já em novembro. Em agosto, a empresa havia dito que estava explorando alternativas estratégicas.

Na Europa, as Bolsas também fecharam em alta, sustentadas pela visão de que a manutenção das taxas básicas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE) significa que a política monetária acomodatícia será mantida por mais algum tempo. Os investidores também receberam bem os indicadores divulgados nos EUA. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,89%, Paris ganhou 0,66% e Frankfurt teve alta de 0,48%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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