Bolsas de NY fecham em queda após dados da China

As bolsas de Nova York fecharam em leve queda nesta quinta-feira, 23, pressionadas por uma contração inesperada na atividade industrial da China e os comentários do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que indicou ontem, 22, a possibilidade de redução nos estímulos nos próximos meses. Indicadores positivos sobre a economia dos EUA, no entanto, ajudaram a reduzir as perdas dos mercados.

Agencia Estado

23 de maio de 2013 | 18h08

O índice Dow Jones caiu 12,67 pontos (0,08%), fechando a 15.294,50 pontos. O Nasdaq recuou 3,88 pontos (0,11%), encerrando a sessão a 3.459,42 pontos. O S&P 500 perdeu 4,84 pontos (0,29%) e fechou a 1.650,51 pontos.

Na madrugada o HBSC divulgou que seu índice de atividade dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China caiu para 49,6 na leitura preliminar de maio, de 50,4 em abril. O resultado não só foi o mais baixo em sete meses como também apontou a primeira contração no setor manufatureiro chinês neste ano, já que o dado ficou abaixo de 50. Com isso, a Bolsa de Tóquio perdeu 7,32% hoje, o maior recuo em termos porcentuais desde março de 2011, quando o Japão foi atingido por um terremoto seguido de tsunami.

Nos EUA, as vendas de moradias novas subiram 2,3% em abril ante maio, para o segundo maior volume desde julho de 2008, enquanto o preço mediano dos imóveis atingiu um recorde. Além disso, o índice de preços de moradias, medido pela Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA, na sigla em inglês), aumentou 1,3%, mais do que a alta de 0,8% esperada.

Também houve melhora no mercado de trabalho, segundo dados que mostraram queda para 340 mil no número de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, apesar de o resultado da semana anterior ter sido revisado para cima. E o índice de atividade industrial do Fed de Kansas City subiu para 2 em maio, em território positivo após sete meses de contração e acima das projeções dos analistas de alta para 1.

"Eu acho que o Fed não vai reduzir as compras de bônus pelo menos até 2014. Eles começaram este grande programa no início do ano, a meta para a taxa de desemprego é de 6,5% e de repente eles vão começar a reduzir os estímulos? Isso não faria sentido", opina Scott Wren, estrategista sênior de ações da Wells Fargo Advisors.

No noticiário corporativo, o destaque foram as ações da Hewllet-Packard, que subiram 17,10%. A empresa de tecnologia divulgou seu balanço do segundo trimestre fiscal na noite de quarta-feira, 22, que mostrou queda no lucro e nas receitas, mas os números vieram melhores que o esperado pelos analistas e as projeções para o trimestre atual foram elevadas. Hoje a companhia teve sua recomendação elevada de "abaixo da média de mercado" (underperform) para "manter" pela consultoria Jefferies.

Entre as blue chips, os líderes de queda foram Morgan Stanley (-1,82%), PespiCo (-1,02%), Alcoa (-1,73%) e MasterCard (-1,21%). No terreno positivo aparecem Boeing, com alta de 1,86%, e Merck & Co, que teve valorização de 1,33%. As informações são da Dow Jones.

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