Bolsas de NY mostram hesitação com dados confusos

As bolsas de valores de NY se sustentavam em alta (Dow Jones, +0,06%; Nasdaq, +0,08%), mas recuavam dos melhores patamares de hoje. Inicialmente, o dado de vendas do varejo sugeriu que a economia norte-americana pode não estar tão forte quanto se acredita e ajudou a esfriar as preocupações sobre aumento da taxa de juros nos EUA, o que deu suporte para compras no mercado acionário, que foi ajudado pela queda profunda do juro dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries). As vendas do varejo caíram 1,3% em fevereiro, ante uma previsão de recuo de 0,8%. O dado de janeiro, porém, foi revisado de um aumento de 2,3% para 2,9% e as vendas, excluindo automóveis, caíram apenas 0,4% em fevereiro, ante a previsão de recuo de 0,6%. O outro dado mostrou que o déficit em conta corrente dos EUA atingiu um nível recorde em 2005. No quarto trimestre, o saldo em conta corrente nos EUA mostrou déficit de US$ 224,9 bilhões, um rombo maior do que os US$ 219,5 bilhões previstos por economistas. Os dados ambíguos de vendas deixavam os investidores contidos. O lucro acima das expectativas da Goldman Sachs figurava entre as notícias positivas, mas a Procter & Gamble vinha na contramão, após reduzir sua previsão de vendas no terceiro trimestre. As ações da Goldman Sachs subiam 4%, após seu lucro do primeiro trimestre ter superado as previsões, o que motivou o grupo a elevar a distribuição de seu dividendo trimestral. A Procter & Gamble cedia 3,4%, pesando sobre o índice Dow Jones, após prever crescimento orgânico das vendas de 5% a 6%, quando excluídos os impacto das aquisições, desinvestimentos e câmbio. O prognóstico anterior era de crescimento de 5% a 7%. As informações são da Dow Jones.

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