Bolsas de NY oscilam e fecham com sinais opostos

A Bolsa de Nova York terminou um pregão volátil em leve alta, mas o índice Dow Jones acumulou queda de 0,87% no primeiro trimestre, em seu primeiro declínio trimestral desde o segundo trimestre de 2005. O índice subiu pela manhã, reagindo positivamente aos dados de inflação e gastos do consumidor, chegou a cair 100 pontos no início da tarde com a notícia de que os Estados Unidos aplicarão sobretaxas compensatórias às empresas da China e se recuperou nos momentos finais da sessão, depois que o petróleo encerrou abaixo de US$ 66,00 o barril. No dia, o Dow Jones subiu 5,6 pontos, ou 0,05%, para 12.354,4 pontos. Na semana, o Dow Jones recuou 1%. O Nasdaq avançou 0,16% para 2.421,64 pontos e, no trimestre, acumula alta de 0,26%. O Standard & Poor´s 500 caiu 0,12% para 11.420,86 pontos, terminando o trimestre com ganho de 0,18%. No fim de fevereiro, as bolsas caíram forte no mundo todo, reagindo à queda de 9% da Bolsa de Xangai em 27 de fevereiro e aos problemas no mercado de hipotecas de alto risco (subprime) nos EUA. A notícia das sanções à China piorou momentaneamente o humor dos investidores, que temem uma guerra comercial com o gigante asiático. O estrategista de investimentos da Robert W. Baird, Bruce Bittles, disse que o fato de o Dow Jones não ter sofrido mais com as notícias negativas como a desaceleração no mercado imobiliário e a disparada do petróleo no trimestre é um sinal encorajador. Nesta sexta-feira, os preços do petróleo recuaram levemente, mas no trimestre o barril acumula alta de 7,9%. Indicadores Pela manhã, os dados sobre atividades divulgados nos EUA animaram os investidores, embora o núcleo (que exclui alimentos e energia) do índice de preços de gastos com consumo (PCE) em fevereiro (2,7% sobre o mesmo mês do ano passado) tenha continuado acima da "zona de conforto" do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA, de 1% a 2%). A renda e os gastos do consumo dos norte-americanos subiram 0,6% em fevereiro. O índice de atividade industrial da Associação dos Gerentes de Compras de Chicago disparou para 61,7 em março, de 47,9 em fevereiro. Os gastos com construção cresceram 0,3% em fevereiro, ante previsão de queda de 0,5%. As informações são da agência Dow Jones.

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