Bolsas de NY realizam lucro, mas acumulam alta no mês

As Bolsas de Nova York fecharam em direções divergentes nesta quarta-feira, 31, após renovarem máximas recordes durante esta última sessão do mês. Investidores aproveitaram para realizar lucros depois de uma série de dados positivos sobre a economia norte-americana, incluindo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. Também colaborou a expectativa de que o Federal Reserve mantenha suas ações de estímulo por enquanto, após a decisão divulgada pelo banco central dos EUA nesta tarde.

Agencia Estado

31 de julho de 2013 | 18h09

O índice Dow Jones perdeu 21,05 pontos (0,14%), finalizando aos 15.499,54 pontos. O S&P 500 teve queda de 0,23 ponto (0,01%), para 1.685,73 pontos. Já o Nasdaq ganhou 9,9 pontos (0,27%) e fechou a 3.626,37 pontos. No pregão, o Dow Jones tocou 15.634,32 pontos, uma nova máxima intraday histórica. No acumulado de julho, o Dow Jones subiu 3,96%, no oitavo ganho mensal em nove meses. No mês, o S&P 500 avançou 4,95% e o Nasdaq ganhou 6,56%.

O dia começou com a divulgação do relatório da ADP, que mede a criação de vagas de emprego no setor privado. Em julho, foram criadas 200 mil vagas, ante expectativa de 183 mil. Também foi divulgada nesta manhã a primeira leitura do PIB dos EUA do segundo trimestre, que mostrou expansão anual de 1,7% no período, acima do esperado por Wall Street, que previa alta de 0,9%. Pouco depois, o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial de Chicago reforçou o noticiário positivo, ao subir para 52,3 em julho, de 51,6 em junho.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed resolveu deixar suas ações de política monetárias inalteradas, sem trazer informação nova sobre o início da redução nas compras de bônus. O BC dos EUA reduziu sua avaliação sobre a economia e se mostrou preocupado com inflação persistentemente baixa, o que significa que os estímulos podem continuar por mais tempo que o esperado.

"Não acho que haja uma mudança na política do Fed. No geral, a decisão foi boa para o mercado de ações", afirmou David Kelly, estrategista-chefe global do JPMorgan Funds. "As pessoas estão percebendo que a economia não está desacelerando. As coisas estão um pouco melhor do que o esperado", declarou Will Braman, diretor de investimento da gestora de ativos Ballentine Partners.

No noticiário corporativo, as ações da Dell perderam 1,56%, após um comitê especial criado pelo conselho administrativo da companhia rejeitar um pedido do investidor Michel Dell e do fundo de private equity Silver Lake para mudar as regras de votação sobre a oferta de compra proposta por eles. A Symantec saltou 9,57%, depois de divulgar resultados melhores do que o esperado para seu primeiro trimestre fiscal. A Anheuser-Busch InBev teve valorização de 5,78%, também depois de reportar um forte crescimento no lucro e mencionar uma recuperação no consumo de cerveja.

Das blue chips, American Express perdeu 1,89%, Pepsi recuou 1,84% e Monsanto teve queda de 1,64%. No campo positivo apareceram FedEx (+2,36%), MasterCard (+1,53%) e Goldman Sachs (+0,99%). Fonte: Dow Jones Newswires.

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