Bolsas de NY recuam com falas de presidente do Fed

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quarta-feira, 22, após o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, indicar que o banco central dos EUA pode reduzir suas compras de bônus nos próximos meses, se os dados econômicos assim permitirem. A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgada hoje, colaborou para essa visão.

Agencia Estado

22 de maio de 2013 | 18h13

O índice Dow Jones perdeu 80,41 pontos (0,52%), fechando a 15.307,17 pontos. O Nasdaq recuou 38,82 pontos (1,11%), encerrando a sessão a 3.463,30 pontos. O S&P 500 teve retração 13,81 pontos (0,83%) e fechou a 1.655,35 pontos.

Durante uma audiência no Congresso, Bernanke alertou que um aperto prematuro na política monetária pode frear ou mesmo interromper a recuperação econômica, mas também disse que as compras de bônus podem ser reduzidas nos próximos meses se os indicadores assim permitirem. Ele disse que isso vai depender de uma melhora substancial nas projeções para o mercado de trabalho - que ainda está "frágil" - e para a inflação, que está "um pouco baixa demais", perto de 1%.

"Após o forte rali das bolsas este ano, os investidores estavam procurando uma oportunidade de realizar parte dos lucros", comenta Eric Wiegand, gestor de portfólio da U.S. Bank Wealth Management. "Aqueles que apostam na queda vão se deliciar com a ata da última reunião do Fomc, porque eles acreditam que assim que a liquidez secar, as ações vão cair", diz Dan Veru, diretor de investimento da Palisade Capital Management.

Colaborando para o nervosismo dos investidores, a ata da reunião de 30 de abril e 1º de maio do Fomc, divulgada hoje, mostrou que "um número" de membros está aberto a reduzir as compras de bônus na reunião de junho, se existirem fortes evidências de um crescimento econômico sustentado.

Na agenda de indicadores, a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) divulgou hoje que as vendas de moradias usadas subiram 0,6% em abril e atingiram o maior nível desde novembro de 2009. Na Europa, o superávit em conta corrente da zona do euro atingiu um recorde histórico em março, de US$ 25,9 bilhões de euros, em parte devido ao aumento das exportações.

Entre as notícias corporativas, as ações da Saks ganharam 13,39%, após o New York Post divulgar que a varejista de vestuário contratou o Goldman Sachs para explorar alternativas estratégicas de negócios, incluindo a possível venda da empresa. A companhia também divulgou o lucro do primeiro trimestre, que veio em linha com as estimativas dos analistas.

A Hewlett-Packard, que reportou seus resultados após o fechamento do mercado, ganhou 0,57% no pregão tradicional e por volta das 17h50 (de Brasília) subia 12,34% no after hours. A empresa teve lucro líquido de US$ 1,08 bilhão (US$ 0,55 por ação) no segundo trimestre fiscal e elevou a projeção para o terceiro trimestre.

Os destaques de queda entre as blue chips foram os bancos (Citigroup -1,28%, Morgan Stanley -1,67%, Wells Fargo -1,43% e Bank of America -0,97%). No campo positivo aparecem Pfizer, com alta de 1,81%, e Home Depot, que teve valorização de 1,25%. As informações são da Dow Jones.

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