Bolsas de NY recuam com receio sobre Europa

Indicadores econômicos fracos na zona do euro também contribuíram para desestimular os investidores

Luciana Antonello Xavier, correspondente da Agência Estado,

30 de setembro de 2011 | 10h35

As bolsas de Nova York abriram em queda, em meio à cautela sobre a construção de uma possível solução para a crise na zona do euro. Os investidores estão receosos de que turbinar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) pode não bastar para amenizar os problemas no continente. Às 10h32 (horário de Brasília), o índice Dow Jones caía 1,02%, o Nasdaq recuava 1,58%, e o S&P 500 tinha queda de 1,23%.

Hoje, indicadores econômicos fracos também contribuíram para desestimular os investidores. A inflação nos 17 países da zona do euro subiu 3% em setembro ante o mesmo mês de 2010, indo ao nível mais alto em quase três anos.

Nos Estados Unidos, a renda pessoal dos americanos caiu 0,1% em agosto, pela primeira vez desde outubro de 2009, contrariando expectativa de analistas de alta de 0,1%. Já os gastos subiram 0,2%, após aumentarem 0,7% em julho, e vieram em linha com o esperado.

Na China, por sua vez, há sinais de que o país vai bem, mas o céu não é mais de brigadeiro, conforme mostrou o índice HSBC de atividade industrial dos gerentes de compras da China, que ficou estável em 49,9 na leitura final de setembro. Índices abaixo de 50 apontam contração da economia. Segundo o economista-chefe do HSBC para China, Qu Hongbin, não há risco, porém, de uma "desaceleração aguda" da economia.

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