Bolsas de NY registram alta após plano da Espanha

Os índices de ações tiveram a maior alta em duas semanas nesta quinta-feira, após o plano orçamentário da Espanha ter reduzido os temores em relação à dívida do país e a China ter adicionado liquidez ao seu sistema bancário.

ANDRÉIA LAGO, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 18h57

O índice Dow Jones subiu 72,46 pontos, ou 0,5%, para 13.485,97 pontos, o maior ganho diário desde 13 de setembro, o dia em que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) anunciou um novo programa de compra de bônus para estimular a economia americana.

O Standard & Poor''s 500 subiu 13,83 pontos, ou 1%, para 1.447,15 pontos, após fechar em queda por cinco sessões seguidas - a maior queda desde julho. As ações de tecnologia lideraram a alta, com as ações de energia logo em seguida impulsionadas pelo ganho nos preços do petróleo.

O índice Nasdaq subiu 42,90 pontos, ou 1,4%, para 3.136,60 pontos.

"O mercado está forte devido ao noticiário da China e à ausência de más notícias vindas da Europa, e a oferta de estímulo monetário ainda está presente", disse Frank Ingarra, chefe de operações da NorthCoast Asset Management, referindo-se à compra de ações impulsionada pela decisão do Fed de voltar a comprar bônus e pelos esforços de outros bancos centrais para estimularem suas economias.

A Espanha divulgou hoje um plano orçamento para 2013 com cortes severos e reformas a fim de convencer as autoridades internacionais que o país está no caminho certo para cumprir suas metas de redução de déficit. A Espanha enfrenta pressões para solicitar um resgate da União Europeia sob condições que permitiriam que o Banco Central Europeu comprasse bônus do governo espanhol.

O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,3%, mas o principal índice acionário da Espanha caiu 0,2% à medida que as autoridades espanholas anunciaram o plano para o orçamento de 2013 na reta final dos negócios em Madri.

Na Ásia, a injeção de um montante recorde de liquidez no sistema bancário local pelo banco central da China reduziu os temores de uma potencial quebradeira antes do fim do trimestre. Traders disseram que especulações sobre estímulo adicional no país também deram impulso às ações na região. O principal índice da Bolsa de Xangai subiu 2,6%, após fechar no menor nível desde janeiro de 2009 no pregão anterior. Em Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,5%.

"Parece que o mercado está precificando desafios significativos, mas também está precificando uma resposta das políticas das autoridades europeias, americanas e chinesas", disse Stephen Wood, estrategista-chefe da Russell Investments, que administra US$ 152 bilhões em ativos.

Nos EUA, o número de americanos que se inscreveram para pedidos de auxílio-desemprego na última semana caiu ao menor nível desde julho, num sinal de que o mercado de trabalho no país está melhorando. Ao mesmo tempo, o Departamento do Comércio informou uma queda de 13% nas encomendas de bens duráveis em agosto, um declínio bem mais acentuado do que previam os economistas, além de ter revisado para baixo o crescimento do PIB americano no segundo trimestre, de 1,7% para 1,3%.

No mercado corporativo, as ações da Sealy fecharam o dia em alta de 2,3% após a empresa ter concordado em ser vendida para a Tempur-Pedic International num acordo fechado por US$ 1,3 bilhão, incluindo a assunção de dívidas da companhia. Após o negócio, as ações da Tempur-Pedic subiram 14%. As informações são da Dow Jones.

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