Bolsas de NY registram leve ganho; Dow Jones sobe 0,18%

Os principais índices de ações das Bolsas de Nova York registraram leve ganho na primeira meia hora de negociações hoje. Às 11h10, o Dow Jones avançava 0,18% e o Nasdaq subia 0,31%. O pregão começou após a divulgação de uma bateria de indicadores econômicos nos EUA hoje, entre eles a inflação ao produtor, que teve em fevereiro uma alta acentuada e surpreendeu os economistas. Portanto, o desafio continua para os investidores, que terão de lidar com mais incertezas, nesse caso, referentes ao comportamento dos preços nos EUA, que se acentuam, na contramão do desejo do banco central americano (Fed) - que nesse caso tem verdadeiramente um desafio, de conter a pressão dos preços e ao mesmo tempo evitar os piores temores de desaceleração econômica nos EUA. Os investidores poderão buscar um ponto de equilíbrio hoje e dar continuidade à recuperação iniciada ontem no fim da sessão - embora o mais provável seja que os mercados embarquem na mesma onda de volatilidade de ontem, tendo em vista que amanhã será divulgada a inflação ao consumidor. No noticiário corporativo, os destaques são as ações da Bolsa de Futuros de Chicago (CBOT Holdings), que subiram 17%, depois de a IntercontinentalExchange Inc (ICE), de Londres, anunciar uma oferta não solicitada de compra de US$ 9,9 bilhões pela bolsa norte-americana. A oferta implica prêmio de 10% sobre a oferta da Bolsa Mercantil de Chicago (CME) pela CBOT e de 39,3% sobre o valor da ação em 16 de outubro de 2006, um dia antes do lançamento da oferta da CME, que está em andamento, mas em fase final de negociação. Executivos da CME e da CBOT negaram-se a comentar, mas empresários da CBOT cancelaram uma conferência na Associação da Indústria de Futuros para discutir a fusão com a CME. As ações da ICE subiram 2,1% e as da CME caíram 1,4%. As ações do Bear Stearns subiram 0,1% no pré-mercado, depois de informar que seu lucro no primeiro trimestre fiscal subiu 7,7%, para US$ 553,7 milhões ou US$ 3,82 por ação. O resultado superou levemente a previsão de lucro de US$ 3,80 por ação. A instituição, entre as maiores financiadoras de companhias de crédito imobiliário para clientes de maior risco (subprime), disse que as receitas relacionadas caíram no período.

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