Bolsas de NY sobem apesar de indicadores ruins

Às 13h02, o índice Dow Jones subia 0,07%, o Nasdaq avançava 0,40% e o S&P 500 registrava alta de 0,23%

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

27 de janeiro de 2011 | 13h05

As Bolsas de Nova York abriram o dia em leve queda, após a decepção com indicadores nos Estados Unidos, especialmente o aumento inesperado dos pedidos de auxílio-desemprego. Apesar disso, os principais índices passaram a subir ainda no início do pregão. Balanços positivos divulgados por algumas empresas contribuem para o movimento. Às 13h02 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,07%, o Nasdaq avançava 0,40% e o S&P 500 registrava alta de 0,23%.

O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiu 51 mil na semana passada, para 454 mil, o maior patamar desde outubro de 2010. O resultado ficou muito acima da estimativa, de aumento de 1 mil solicitações. Já as encomendas de bens duráveis caíram 2,5% em dezembro, para o valor sazonalmente ajustado de US$ 191,04 bilhões, contrariando expectativa de aumento 1,4%.

A reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) desta semana não teve um grande impacto sobre os mercados. Para alguns analistas, talvez a única surpresa tenha sido a unanimidade na votação. Ficou a certeza de que o BC norte-americano não está pronto para abandonar os juros excepcionalmente baixos por um bom tempo, diante do cenário ainda incerto, especialmente no que diz respeito à retomada no mercado de trabalho.

Hoje, a Procter & Gamble divulgou um lucro menor no quarto trimestre do ano passado, por causa da alta nos preços das commodities (matérias-primas). O lucro da companhia foi de US$ 1,11 por ação, ante US$ 1,49 por ação no mesmo período do ano anterior. Já a Nokia, maior fabricante mundial de celulares, teve queda de 16% no lucro do quarto trimestre e projetou resultados mais fracos para este primeiro trimestre de 2011. Outra empresa que prevê dificuldades este ano é a farmacêutica Novartis, por conta de patentes que expiram em 2011 e cortes nos preços de remédios nos EUA. O lucro da rede de cafés Starbucks aumentou 44% no quarto trimestre, mas a empresa também fez projeções abaixo do esperado.

A incerteza sobre a venda da Sara Lee continua. A fabricante de alimentos teria rejeitado uma oferta do consórcio Apollo Management e estaria esperando um aumento no valor apresentado. Já a outra possível compradora, a brasileira JBS, poderia ter problemas de financiamento para fazer uma oferta de US$ 21 por ação.

A fabricante de máquinas Caterpillar informou que quadruplicou o lucro no quarto trimestre e projeta ganhos de US$ 6 por ação em 2011. O lucro foi de US$ 1,47 por ação, ante US$ 0,36 por ação no mesmo período do ano anterior. A empresa de aluguel de filmes Netflix também apresentou resultados melhores que o esperado no quarto trimestre, além de ter informado que ultrapassou os 20 milhões de assinantes, tornando-se a maior do gênero nos EUA. Neste trimestre a empresa deve chegar à faixa de 22,7 milhões a 23,7 milhões de assinantes.

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