Bolsas de NY sobem apesar do temor com hipotecas

As ações em Nova York se firmam em alta, mas os volumes negociados estão abaixo do normal, com os investidores mais cautelosos preferindo ficar de fora enquanto monitoram os problemas no mercado de hipotecas subprime (empréstimos concedidos a clientes de maior risco e a juros mais altos). Alguns investidores também preferem aguardar os dados-chave sobre inflação que saem nos Estados Unidos na quinta (índice de preços ao produtor) e sexta-feira (índice de preços ao consumidor) para tomar posição no mercado. Esses indicadores podem dar indícios se o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) terá espaço para cortar os juros mais à frente no ano. Às 16h15 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,47%, o Nasdaq estava em alta de 0,67% e o S&P 500 avançava 0,40%. Um artigo no New York Times no fim de semana colocou em destaque os riscos de uma crise no mercado subprime. As empresas que detêm ativos lastreados em hipotecas subprime - incluindo fundos mútuos, fundos de hedge, grandes bancos e seguradoras - podem ser afetadas negativamente se as agências classificadoras de risco de crédito começarem a rebaixar as hipotecas, afirmou o jornal. As ações da New Century foram suspensas no pregão de hoje depois de a segunda maior financiadora de subprime nos EUA ter confirmado que seu crédito foi cortado. A Countrywide Financial, uma das maiores fornecedoras de hipotecas do país, disse que o volume de empréstimos subprime que concedeu em fevereiro diminuiu porque a empresa apertou os padrões para concessão de crédito em resposta ao aumento da inadimplência. A ação da Countrywide caía 2,3%. As informações são da agência Dow Jones.

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