Bolsas de NY sobem, após início do pregão em baixa

As Bolsas norte-americanas abriram em baixa modesta, mas inverteram o sinal logo em seguida, com investidores digerindo o grande prejuízo da Ford minimizados pelo resultado da AT&T. A ausência de indicadores econômicos também favorece um comportamento mais cauteloso do mercado, especialmente diante da expectativa com o resultado da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), na quarta-feira, e dos indicadores sobre o setor imobiliário na quarta-feira e quinta-feira. Às 11h04, o índice Dow Jones avançava 0,28% e o índice Nasdaq subia 0,20%. O calendário de balanços desta semana continua pesado e os investidores deverão preferir ter uma visão melhor do resultado das empresas antes de tomarem novas decisões. Na sexta-feira, a bolsa caiu na esteira de corte nas projeções de resultado para 2006 feito pela Caterpillar, o qual fez investidores refletirem sobre o andamento da economia norte-americana. A gigante de maquinários citou os custos mais altos, o impacto da desaceleração do setor imobiliário e as vendas mais fracas para justificar o ajuste. As ações da Ford operavam em queda de 2,1% hoje no pré-mercado, após a segunda maior montadora dos EUA anunciar crescimento relevante de seu prejuízo no terceiro trimestre e alertar que terá de republicar seus balanços financeiros anteriores, para corrigir contas relacionadas com derivativos. A companhia, que se encontra em meio a uma grande processo de reestruturação de suas operações na América do Norte, afirmou que fechou o terceiro trimestre com prejuízo de US$ 5,8 bilhões ou US$ 3,08 por ação, superando as perdas de US$ 284 milhões ou US$ 0,15 por ação registradas no mesmo período do ano passado. Excluindo itens extraordinários, a companhia obteve prejuízo de US$ 1,2 bilhão ou US$ 0,62 por ação. As ações da AT&T, cuja ação está na cesta de 30 papéis do índice Dow Jones, subiram 1,2%, depois de anunciar lucro de US$ 2,17 bilhões, ou US$ 0,56 por ação, de US$ 1,25 bilhão, ou US$ 0,38 por ação, no mesmo período de 2005. Excluindo custos extraordinários, o lucro da gigante de telecomunicações foi de US$ 0,63 por ação. O faturamento da companhia cresceu 52%, para US$ 15,64 bilhões. Os analistas consultados pela Thomson First Call previam lucro de US$ 0,58 por ação. As informações são da Dow Jones.

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