Bolsas de NY sobem com notícia da China

País afirmou que manterá parte de suas reservas em euros, negando especulação que assustou mercado

Álvaro Campos, da Agência Estado,

27 de maio de 2010 | 12h39

As bolsas de Nova York sobem nesta quinta-feira, com a afirmação da China de que não pretende vender seus títulos da dívida europeia, dando alívio para os investidores e elevando o euro. Nesta manhã, o Dow Jones chegou a subir 226 pontos, para 10.201 pontos, retornando a um nível superior aos 10 mil pontos depois de fechar abaixo desse patamar na quarta-feira pela primeira vez desde o começo de fevereiro.

Todos os 30 papéis que integram o Dow Jones eram negociados no positivo por voltas das 12h30, com as ações de tecnologia liderando a alta. A Microsoft estava em alta de 5,16%, compensando parte das perdas de quarta-feira, quando a capitalização de mercado da fabricante de softwares foi ultrapassada pela rival Apple. A Intel subia 4,59% e a Hewlett-Packard tinha alta de 2,43%. A Apple, que não é um componente da Dow Jones, subia 2,75% no mesmo horário. O índice Dow Jones estava em alta de 1,85%.

Entre outros papéis que estão tendo uma das melhores performances do Dow Jones, American Express subia 3,98%, a Alcoa avançava 3,11% e o JPMorgan Chase ganhava 2,71%. O WalMart tinha alta de 0,76%, depois que sua unidade Asda Group chegou a um acordo para comprar as operações britânicas da Netto FoodStores com um grande desconto, em um negócio avaliado em US$ 1,1 bilhão.

Nasdaq também tem alta

A Nasdaq subia 2,62%. O índice Standard & Poor's 500 tinha alta de 2,33%, com todos os setores registrando ganhos, liderados pelas ações de energia e tecnologia, com o apetite por risco dos investidores retornando.

Os ganhos no setor de energia vieram com os contratos futuros de petróleo subindo acima de US$ 73 o barril. O barril para entrega em julho estava sendo negociado em US$ 74,15. Além disso, os ADRs da BP subiam 7,04% depois que a Guarda Costeira dos EUA, que está supervisionando os trabalhos de combate ao desastre no Golfo do México, disse que o chamado processo "top kill" da empresa tinha tido sucesso em evitar o vazamento de petróleo e gás do poço danificado.

O euro subia para a casa de US$ 1,2320 depois que a Administração de Comércio Exterior da China, que gerencia as reservas do país, disse que as informações divulgadas pela mídia de que a China estaria considerando vender seus títulos de governos da zona do euro eram "infundadas". O mercado de ações dos EUA escorregou no final da sessão de quarta-feira em um intervalo de tempo que coincidiu com uma matéria do Financial Times que dizia que a China estava considerando realizar tais vendas.

Também impulsionando o euro, o governo da Espanha aprovou um corte adicional no orçamento de € 15 bilhões (US$ 18,29 bilhões) para este ano e o próximo.

Tudo isso ajudou a melhorar o sentimento dos mercados, apesar de dados um pouco decepcionantes em relação à economia dos EUA. O Departamento de Comércio revisou para baixo sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, para uma taxa anual de 3% de janeiro a março. O número divulgado anteriormente pelo governo norte-americano era de 3,2%, e analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires esperavam que a estimativa fosse revisada para até 3,4%. Por outro lado, o número de trabalhadores dos EUA que registraram novos pedidos de auxílio desemprego caiu na semana passada, embora a queda tenha sido menor do que a esperada. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
açõesbolsaEUAeuroDow JonesNasdaq

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.