Bolsas de NY sobem e acumulam ganhos na semana

Os principais índices do mercado de ações norte-americano fecharam em alta, com destaque para o Dow Jones, que teve uma alta particularmente acentuada em comparação ao S&P-500 e ao Nasdaq, numa sessão carente de indicadores econômicos nos EUA.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

18 de fevereiro de 2011 | 20h19

A tensão no Oriente Médio contribuiu para o avanço tímido do Nasdaq e do S&P-500. No Bahrein, manifestantes disseram que a polícia abriu fogo contra as pessoas que participavam de protestos durante uma passeata. O governo do país é controlado por muçulmanos sunitas, mas a maior parte da população é muçulmana xiita.

"Com essas coisas que estão acontecendo por lá, quais são as chances de nenhuma grande notícia vir do Oriente Médio nos próximos quatro dias?", questionou Dan Genter, executivo-chefe e de investimentos da RNC Genter Capital Management. "As pessoas não querem assumir posições compradas" antes do fim de semana prolongado.

O Dow Jones subiu 73,11 pontos, ou 0,59%, para 12.391,25 pontos - o maior nível de fechamento desde 5 de junho de 2008 -, puxado por componentes como Caterpillar (+2,42%) e Travelers (+1,91%). A Chevron também contribuiu para os ganhos, com alta de 1,60% após um juiz dos EUA ter atrasado a decisão sobre se autorizará uma ação para impedir que a companhia pague uma multa de US$ 8,6 bilhões ao Equador.

O Nasdaq avançou 2,37 pontos, ou 0,08%, para 2.833,95 pontos, seu maior nível de fechamento desde 31 de outubro de 2007. O índice precisa subir apenas 0,88% para atingir a máxima registrada em outubro de 2007. O S&P-500 fechou em alta de 2,58 pontos, ou 0,19%, para 1.343,01 pontos - maior nível desde 17 de junho de 2008.

Na semana, os três índices acumularam ganhos. O S&P-500 teve o avanço mais acentuado, de 1,04%, seguido por Dow Jones (+0,96%) e pelo Nasdaq (+0,87%).

Hoje, além das manifestações, o Egito autorizou dois navios de guerra do Irã a atravessar o Canal de Suez em direção ao Mar Mediterrâneo. A movimentação dos navios iranianos foi classificada por Israel nesta semana como uma "provocação". As informações são da Dow Jones.

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