Bolsas de NY sobem, mesmo com cautela

Às 10h32 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,37%, o Nasdaq avançava 0,34% e o S&P 500 tinha alta de 0,33%

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado ,

19 de maio de 2011 | 10h35

As bolsas de Nova York abriram o dia em alta, mesmo com a cautela dos investidores diante das principais notícias do dia. O mercado concentra suas atenções na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) do site LinkedIn, na renúncia do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), no Produto Interno Bruto (PIB) negativo no Japão e na divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos. Às 10h32 (horário de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,37%, o Nasdaq avançava 0,34% e o S&P 500 tinha alta de 0,33%.

O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido do benefício caiu para 409 mil na semana passada, de um número revisado para cima de 438 mil na semana passada. A queda foi maior do que a de 11 mil esperada por analistas. Ainda nesta manhã, serão divulgados o índice de atividade do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da Filadélfia referente a maio e os dados de vendas de imóveis residenciais usados em abril, da Associação Nacional dos Corretores (NAR).

As ações do site de relacionamento profissional LinkedIn começam a ser negociadas hoje na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) sob o código LNKD ao preço de US$ 45, no teto da faixa prevista para o IPO. O valor de mercado da companhia é de US$ 4,25 bilhões ou 275 vezes o lucro líquido de 2010, de US$ 15,4 milhões. A demanda por esse IPO deve servir de sinalizador para outras ofertas públicas iniciais futuras de sites de relacionamento como Facebook, Twitter e Groupon. Segundo o site MarketWatch, a empresa deverá levantar cerca de US$ 217 milhões com o lançamento.

Preso no fim de semana sob acusação de agressão sexual, tentativa de estupro e cárcere privado, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, acabou cedendo às pressões e anunciou sua renúncia ao cargo. Ele disse que deixa o comando para "proteger a instituição" e cuidar de sua defesa. A ministra das finanças da França, Christine Lagarde, é vista como forte candidata a ocupar o lugar de Strauss-Kahn.

No Japão, a economia voltou a afundar na recessão, com queda no PIB de 3,7% no primeiro trimestre deste ano, refletindo o impacto do terremoto e do tsunami do dia 11 de março, seguido de vazamento nuclear. O resultado foi muito pior do que a queda de 2% esperada pelo mercado. Analistas estimam que a economia continuará a encolher no segundo trimestre.

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