Bolsas de NY sobem por sinais de fim para impasse fiscal

As Bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, 14, impulsionadas pelos avanços nas negociações no Congresso dos Estados Unidos para elevar o teto da dívida e reabrir o governo federal, que está paralisado há 14 dias. Sem indicadores na agenda e com um volume de negociação abaixo do normal, em função do feriado do Dia de Colombo, os mercados ficaram reféns dos desdobramentos em Washington.

Agencia Estado

14 de outubro de 2013 | 17h41

O índice Dow Jones ganhou 64,15 pontos (0,42%), fechando a 15.301,26 pontos. O Nasdaq avançou 23,40 pontos (0,62%), terminando a sessão a 3.815,27 pontos. O S&P 500 teve alta de 6,94 pontos (0,41%), encerrando a 1.710,14 pontos.

As negociações entre deputados republicanos e o presidente dos EUA, Barack Obama, nos dois últimos dias, não deram resultado, já que Obama se recusou a atrelar a extensão do teto da dívida a um acordo sobre o Orçamento do país. Neste começo de tarde, no entanto, foi anunciado que Obama iria se reunir com os quatro líderes do Congresso. Inicialmente o encontro estava marcado para 16h (horário de Brasília), mas foi adiado para "conceder aos líderes do Senado mais tempo para continuar a fazer progressos na busca por uma solução que eleve o teto da dívida e reabra o governo".

No momento, a hipótese mais provável é que o Congresso aprove um plano costurado pelo líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid, e o líder da bancada republicana na Casa, Mitch McConnell. O acordo elevaria o teto da dívida até 15 de fevereiro e reabriria o governo até 15 de janeiro, segundo assessores do Congresso. O pacote também exigiria a criação de um grupo bipartidário para negociações orçamentárias na Câmara e no Senado até 15 de dezembro.

"O fato de estarmos vendo constantes reuniões e diálogo, em vez de trocas de acusações, levou os investidores a se tornarem mais confiantes de que um acordo será alcançado", disse Paul Mangus, diretor de estratégia para ações do Wells Fargo Private Bank. As discussões em Washington têm ofuscado a temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre. Segundo uma pesquisa da FactSet, as empresas do S&P 500 devem registrar uma alta anual de 0,8% nos lucros, após o avanço de 2,3% no segundo trimestre.

Na Europa, a produção industrial da zona do euro foi um fator positivo, com alta de 1,0% em agosto ante julho e queda de 2,1% na comparação anual. Além de superar uma previsão de alta de 0,9%, o aumento mensal foi o maior em dois anos e o declínio anual ficou abaixo da estimativa dos analistas, de um recuo de 2,6%.

A China divulgou que suas exportações caíram 0,3% em setembro ante igual mês do ano passado, mas também revelou uma forte alta de 7,4% nas importações, sugerindo forte demanda por produtos externos, incluindo commodities como metais e petróleo. Além disso, a taxa anual de inflação chinesa subiu em ritmo mais forte no mês passado, o que foi interpretado como sinal de que a economia do gigante asiático está ganhando força.

No noticiário corporativo, as ações da Netflix subiram 7,81%, após o Wall Street Journal noticiar no fim de semana que a empresa está em conversas com operadoras de TV por assinatura para disponibilizar seu serviço de vídeos online. Já a fabricante de chips AMD avançou 3,66%, depois de ter sua recomendação elevada para outperform (acima da média de mercado) pela Wedbush.

Dentre as blue chips, os destaques de alta foram Boeing (+1,48%), Chevron (+0,91%) e IBM (+0,81%). No campo negativo, apareceram Merck, com retração de 0,54%, e AT&T, que registrou desvalorização de 0,28%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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