Bolsas de NY têm alta robusta por acordo no Congresso

As Bolsas de Nova York fecharam em forte alta nesta quarta-feira, 16, impulsionadas pelo acordo no Senado dos Estados Unidos para encerrar o impasse fiscal, ou seja, reabrir o governo após 16 dias de paralisação e elevar o teto da dívida, que seria atingido no dia seguinte. Com os ganhos, os principais índices acionários se aproximaram de suas máximas históricas.

Agencia Estado

16 de outubro de 2013 | 18h05

O índice Dow Jones avançou 205,82 pontos (1,36%) e fechou a 15.373,83 pontos. O Nasdaq teve alta de 45,42 pontos (1,20%), terminando a 3.839,43 pontos, o maior nível desde 8 de setembro de 2000. O S&P 500 subiu 23,48 pontos (1,38%), para 1.721,54 pontos, perto do recorde de 1.725,52 pontos.

"Quase todo mundo acreditava que eles chegariam a um acordo antes do prazo-limite. Mesmo assim, como o nervosismo no mercado diminuiu, isso é bom para as ações", disse Dan Greenhaus, estrategista-chefe global da BTIG. "Nós nunca esperamos que o Congresso pularia do penhasco, então estamos um pouco surpresos que os mercados estejam festejando", acrescentou Bob Browne, diretor de investimento da Northern Trust.

O líder da maioria no Senado dos EUA, o democrata Harry Reid, e o líder da bancada republicana na Casa, Mitch McConnell, anunciaram no início da tarde um acordo bipartidário para financiar a administração federal até 15 de janeiro e elevar o limite legal de endividamento até 7 de fevereiro. Além disso, o Tesouro manteria o poder de adotar medidas extraordinárias para evitar que o teto da dívida seja atingido, o que significa que esse prazo poderia ser estendido até pelo menos março de 2014. O financiamento do governo, por sua vez, manteria os níveis menores de gastos que resultaram dos cortes automáticos de gastos implementados em março.

A votação no Senado deve começar por volta das 18h (horário de Brasília) e depois o projeto segue para a Câmara, mas não está claro se haveria tempo hábil para votá-lo ainda nesta noite. De qualquer forma, o presidente da Casa, o republicano John Boehner, parece ter jogado a toalha. Em um breve comunicado divulgado no seu website, ele afirmou que bloquear o acordo de membros do Senado não será uma tática utilizada pela Câmara.

Mais cedo, a Associação Nacional das Construtoras de Casas (NAHB, na sigla em inglês) divulgou que o índice de confiança das construtoras dos EUA caiu para 55 neste mês, do dado revisado de 57 em setembro. A previsão dos economistas consultados pela Dow Jones era de 57. Na Europa, o superávit comercial da zona do euro subiu para 7,1 bilhões de euros em agosto, o maior para o mês desde 2002.

Já o Federal Reserve divulgou seu relatório Livro Bege, que disse que a economia cresceu em um ritmo de "modesto a moderado" em setembro e início de outubro, com "muitos" distritos apontando um aumento nas incertezas em função do impasse fiscal no Congresso.

Dos destaques corporativos, o Bank of America divulgou que teve lucro líquido de US$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre, ante ganho de US$ 340 milhões em igual período do ano passado. O lucro por ação ficou em US$ 0,20 no período, superando as previsões dos analistas, de US$ 0,18 por ação. Já a PepsiCo reportou lucro líquido de US$ 1,91 bilhão no terceiro trimestre, equivalente a US$ 1,23 por ação, quando a expectativa era de US$ 1,17 por ação. No fim da sessão, as ações do BofA subiram 2,25%, enquanto a Pepsico ganhou 2,07%.

IBM e American Express, que divulgaram seus balanços após o fechamento, ganharam 1,12% e 1,42%, respectivamente. Fonte: Dow Jones Newswires.

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