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Bolsas de NY têm forte alta após relatório de emprego

As Bolsas de Nova York fecharam em forte alta nesta sexta-feira, 7, após o aguardado relatório de empregos mostrar que a economia dos Estados Unidos criou mais postos de trabalho que o esperado em maio, mas não o suficiente para alimentar as preocupações com a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) antecipar a redução de estímulos.

Agencia Estado

07 de junho de 2013 | 17h53

O índice Dow Jones ganhou 207,50 pontos (1,38%) e fechou a sessão a 15.248,12 pontos. Na semana, a valorização foi de 0,88%. O S&P 500 subiu de 20,82 pontos (1,28%), para 1.643,38 pontos e encerrando a semana com alta de 0,78%. O Nasdaq avançou 45,17 pontos (1,32%), aos 3.469,22 pontos. Na semana, o índice subiu 0,39%.

Os números do chamado payroll indicaram que a economia dos EUA está crescendo e criando mais empregos, mas provavelmente não o suficiente para levar o Fed a retirar seus estímulos no curto prazo, segundo operadores. O relatório apontou que foram criados em maio 175 mil empregos, acima da projeção de 169 mil novas vagas, mas abaixo do número idealizado pelas autoridades do Fed, de 200 mil postos de trabalho.

A taxa de desemprego, no entanto, subiu para 7,6%, de 7,5% em abril. Além disso, o relatório mostrou que o número de novos empregos em abril foi revisado em queda de 16 mil, passando da leitura preliminar de 165 mil para 149 mil. Em março, o dado foi revisado em alta de 138 mil para 142 mil novas vagas.

Mesmo assim, o relatório foi visto como um alívio para os mercados, que esperavam o pior após dados ruins de atividade industrial e os pedidos de auxílio-desemprego caírem menos que o esperado. "Isso era exatamente o que os investidores precisavam para ver evidências de que a recuperação da economia permanece intacta", afirmou Eric Green, estrategista da TD Securities.

Os investidores e traders se concentraram tanto no relatório que os analistas do Bank of America o chamaram de "o mais importante payroll dos últimos anos" em nota a clientes antes da divulgação.

"A leitura de hoje foi a melhor que podíamos esperar para o mercado", disse Rob Bartolo, da T. Rowe Price. "Mostrou que a economia ainda está caminhando no mesmo ritmo de antes. Um número muito forte teria fortalecido os temores de uma retirada de estímulos do banco central", completou.

No noticiário corporativo, o destaque foi o Morgan Stanley, cujas ações subiram 6,26%, e o Wal-Mart, que ganhou 0,9%. A varejista informou que vai comprar de volta até US$ 15 bilhões em ações e disse que prevê US$ 10 bilhões em vendas online até o fim deste ano.

Na Europa, o payroll também provocou ganhos expressivos. Outro dado favorável veio da Alemanha, cuja produção industrial subiu 1,8% em abril ante março, ante previsão de estabilidade dos analistas. A Bolsa de Frankfurt liderou a alta, subindo 1,92%, enquanto Londres avançou 1,20%, Paris ganhou 1,53% e Milão teve valorização de 1,00%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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