Bolsas de NY têm o pior dia desde fevereiro

As ações em Nova York tiveram seu pior pregão desde 27 de fevereiro, dia em que a queda de 9% da Bolsa da China desencadeou a recente turbulência dos mercados globais. O temor de um "contágio" dos problemas do mercado de hipotecas concedidas a clientes de maior risco a juros mais altos (subprime) e as vendas no varejo em fevereiro abaixo do esperado pesaram sobre Wall Street. O volume de negócios nas Bolsas foi pesado e muitos investidores correram para os títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) em busca de proteção. O Dow Jones caiu 242 pontos (-1,92%), enquanto o Nasdaq perdeu 2,15% e o S&P 500 baixou 2,04%. O setor financeiro foi o mais atingido pelo nervosismo com o setor de hipotecas. Os grandes bancos, embora tenham operações muito diversificadas, também incluem entre suas atividades a concessão de hipotecas de maior risco e fazem empréstimos para empresas envolvidas neste mercado. O JP Morgan Chase caiu 4,4%, pior desempenho entre os componentes do Dow Jones. Citigroup recuou 3,2%. Os bancos de investimentos não escaparam da onda vendas, embora o Goldman Sachs tenha anunciado aumento de 29% nos lucros no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 23 de fevereiro, para US$ 3,2 bilhões. As ações do Goldman caíram 1,8%, as do Lehman Brothers perderam 5,9% e as do Bearn Stern terminaram em baixa de 6,6%. Bear e Lehman estão entre os maiores participantes de Wall Street em títulos lastreados em hipotecas, além de concederem crédito no segmento de maior risco. A queda das ações acentuou-se em meados do pregão, depois que a Associação de Bancos Hipotecários (MBA, na sigla em inglês) informou que a taxa de inadimplência de hipotecas no quarto trimestre de 2006 subiu para 14,44%, de 13,2% no trimestre anterior. Antes disso, os números de venda no varejo em fevereiro nos EUA, divulgados pela manhã, confirmaram a expectativa de fragilidade no consumo e pressionaram as ações de varejo. As vendas cresceram apenas 0,1%, quando se esperava aumento de 0,3%. À série de notícias negativas sobre o mercado subprime acrescentou-se a da GMAC. A financeira, que até novembro era totalmente controlada pela GM e que tem forte atuação no mercado hipotecário, informou que sua unidade de hipotecas ResCap teve prejuízo de US$ 651 milhões no quarto trimestre. A GM, que vendeu 51% da GMAC por US$ 14 bilhões ao Cerberus Capital Management em novembro, concordou em pagar à GMAC cerca de US$ 1 bilhão até o fim do primeiro trimestre num ajuste contábil que leva em consideração o declínio das operações de hipoteca da ResCap. As ações da GM fecharam em queda de 2,59%. O índice Dow Jones fechou em baixa de 242,66 pontos (1,97%), em 12.075,96 pontos. A mínima foi em 12.071,48 pontos e a máxima em 12.307,57 pontos. O Nasdaq caiu 51,72 pontos (2,15%) e fechou na mínima com 2.350,57 pontos; a máxima foi de 2.395,98 pontos. O Standard & Poor's 500 recuou 28,65 pontos (2,04%), para 1.377,95 pontos. O NYSE Composite fechou em queda de 194,05 pontos (2,13%), para 8.926,88 pontos. O volume negociado na New York Stock Exchange (Nyse) subiu para 1,96 bilhão de ações, de 1,47 bilhão de ações ontem; 581 ações subiram, 2.758 caíram e 110 fecharam nos mesmos níveis de sexta-feira. No Nasdaq, o volume subiu para 2,269 bilhões de ações negociadas, de 1,667 bilhão de ações ontem, com 550 ações fechando em alta e 2.539 em queda. As informações são da agência Dow Jones.

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