Bolsas de NY viram e sobem em reação positiva à aprovação de reforma da saúde

Hospitais, laboratórios clínicos e companhias farmacêuticas devem receber uma enxurrada de novos clientes

Cynthia Decloedt e Hélio Barboza, da Agência Estado,

22 de março de 2010 | 12h45

Papéis de empresas relacionadas ao setor de saúde promoveram inversão das perdas da abertura nas bolsas norte-americanas, reagindo positivamente à aprovação ontem pela Câmara dos Representantes dos Estados Unidos do projeto de reforma do sistema de saúde.

 

Às 12h40 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,26% e o S&P 500 operava em alta de 0,26%; o Nasdaq avançava 0,53%. As ações da Merck subiram mais de 2% e as da Pfizer avançaram mais de 1,5%. Ambas são componentes do índice Dow Jones. Os papéis da operadora de hospitais Tenet Healthcare ganharam mais de 6%, enquanto as da seguradora Cigna subiram 1,9% e as da administradora de benefícios farmacêuticos Express Scripts somaram 2,1%. Os papéis das seguradoras, que supostamente seriam prejudicados pelo projeto, eram sustentadas por ajuste das perdas que sofreram na expectativa de sua aprovação.

 

O abrangente projeto de reforma da saúde promete levar assistência médica a 32 milhões de norte-americanos e ao mesmo tempo submeter as indústrias dos EUA a um reposicionamento dramático e a uma nova regulação do mercado. O projeto, pilar da agenda legislativa do presidente Barack Obama, envolve gastos de US$ 940 bilhões.

 

Hospitais, laboratórios clínicos e companhias farmacêuticas devem receber uma enxurrada de novos clientes e podem se beneficiar se milhões de americanos ganharem proteção do sistema. Alguns analistas advertem, porém, que esses segmentos também vão se ver diante de uma série de novas exigências, que proíbem a recusa da cobertura a indivíduos com doenças preexistentes e a diferenciação dos prêmios por idade do cliente e outros fatores.

 

Planos de assistência privados - que atenderam 10,2 milhões de pessoas no ano passado - terão cortes de US$ 132 bilhões em subsídios governamentais, entre outras restrições. Companhias farmacêuticas enfrentarão US$ 28 bilhões em tributos ao longo dos próximos 10 anos e terão de conceder grandes descontos sobre medicamentos registrados na chamada Parte D do Medicare, a partir de 2011. Mas esses tributos poderão ser repassados aos consumidores e as companhias provavelmente também vão se beneficiar do aumento do número de segurados.

 

Fora do setor de saúde, os grupos empresariais têm criticado a reforma como um impedimento para futuras contratações. As empresas apontam uma cláusula que exige que os empregadores com mais de 50 funcionários forneçam assistência médica aos empregados ou paguem uma parte do seguro saúde deles, sob pena de multa de até US$ 3 mil por funcionário. As informações são da Dow Jones.

 

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