Bolsas dos EUA abrem em alta por alívio com juros

A esperança de que o Federal Reserve não terá motivos para prosseguir com o aperto monetário nos EUA serve como motor para as compras de ações em Wall Street. Em Nova York, o índice Dow Jones abriu em alta de 0,33%. O S&P 500 registrou abertura em alta de 0,29% e a bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,53% no início dos negócios. No pré-mercado de Nova York, o crescimento mais lento do que o esperado dos postos de trabalho nos Estados Unidos em abril, associado a revisões em baixa dos dados de março e fevereiro, se sobrepunha ao dado indicando aumento acentuado do ganho médio por hora trabalhada em abril. O Departamento do Trabalho norte-americano informou que o número de vagas criadas em abril nos Estados Unidos cresceu apenas 138 mil, abaixo dos 205 mil postos previstos por economistas. O número de vagas criadas em março foi revisado de 211 mil, para 200 mil. O mesmo aconteceu com o número de fevereiro, que passou de 225 mil, para 200 mil. Esses números devem justificar uma pausa do Fed. Mas o ganho médio por hora trabalhada subiu 0,5%, acima da alta de 0,3% prevista. Se o Fed estiver mais disposto a combater as pressões inflacionárias, poderá usar esse dado para prosseguir com o aperto monetário. Além dos dados confusos, o petróleo para junho subia 0,67%, para US$ 70,41 por barril, na Nymex eletrônica, em uma recuperação marginal das perdas dos dois últimos dias. Mas, por ora, os investidores em ações não resgataram essa alta como pretexto para a cautela. A especulação sobre a possibilidade de o bilionário Warren Buffet gastar parte de seu dinheiro com compras de empresas também era um fator por trás do clima favorável no pré-mercado. Uma preview do encontro anual do Berkshire Hathaway, publicada no The Wall Street Journal, sugeria que a empresa de utilidade pública PG&E, de San Francisco, e a Mercury General, uma seguradora automotiva de Los Angeles, seriam alvos potenciais de compras do fundo de Buffet. As ações da Toll Brothers cediam 1,5%, no pré-mercado, após a construtora de casas de luxo ter informado que o valor dos contratos assinados caiu 29% no trimestre encerrado em 30 de abril. O valor médio dos contratos caiu para US$ 1,56 bilhão (R$ 3,22 bilhões). A companhia também reduziu a sua estimativa para o número de casas que serão entregues no ano, em reação à saída dos compradores especulativos do mercado, enquanto a demanda normal está se enfraquecendo, em razão das preocupações com o rumo dos preços das casas nos EUA. A empresa pretende entregar entre 9 mil e 9.700 unidades no ano fiscal, uma redução de 200 unidades ante a estimativa anterior da companhia. A notícia foi divulgada após a construtora Hovnanian Enterprises ter reduzido sua previsão de lucro no segundo trimestre e para o ano, em razão de atrasos na produção e das vendas mais fracas. As ações da construtora não foram negociadas no pré-mercado. As informações são da Dow Jones.

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