Bolsas dos EUA abrem em queda

Enquanto não saem novos indicadores, ações perdem com os dados ruins já divulgados na Europa e na China

Luciana Antonello Xavier, correspondente, Agencia Estado

23 de abril de 2012 | 10h39

O cenário global mais nebuloso volta a preocupar os mercados e as bolsas em Wall Street abriram em queda nesta segunda-feira. Além disso, o investidor está ansioso para ouvir o que o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, falará na coletiva após anunciada a decisão sobre juros na quarta-feira e saber das projeções econômicas do comitê de política monetária do banco central americano. Às 10h36, Dow Jones e Nasdaq caiam 1,05% e 1,23%, respectivamente.

Destaque ainda na agenda dos Estados Unidos desta semana para o índice de confiança do consumidor em abril e a primeira leitura do PIB do 1º trimestre, ambos a serem divulgados na sexta-feira. Hoje, a Câmara de Comércio Brasil-EUA promove em Nova York o "Brazil Summit", que contará com a presença do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Apesar de o dado de gerentes de compras da China em abril ter vindo melhor do que o esperado, ele segue em nível de contração, mostrando mais fraqueza da indústria no país. O PMI (sigla em inglês) feito pelo HSBC subiu pelo segundo mês, para 49,1 em abril, de 48,3 em março, mas uma leitura abaixo de 50 indica contração em relação ao mês anterior e o resultado de abril marca o sexto mês consecutivo no dado em território negativo.

Na zona do euro, o mesmo dado mostrou contração em abril. O PMI composto da zona do euro de abril caiu para 47,4 na leitura preliminar, de 49,1 em março. O clima mais tenso dos mercados hoje gerou queda nos preços dos bônus europeus e alta nos yields (retorno ao investidor). Os yields dos bônus da França, Holanda e Espanha subiam nesta manhã.

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