Bolsas dos EUA devem abrir perto da estabilidade

As bolsas dos Estados Unidos devem iniciar a semana perto da estabilidade, sinalizam os índices futuros. Em dia de agenda fraca, as bolsas operam sem força, no aguardo dos eventos mais importantes desta semana, que começam a partir de quarta-feira, dia que será divulgada a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Às 10h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro perdia 0,01%, o Nasdaq subia 0,17% e o S&P 500 tinha queda de 0,07%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

19 de agosto de 2013 | 10h45

As últimas duas semanas foram marcadas por queda nas bolsas norte-americanas e também por volume de negócios abaixo do normal, por conta das férias de verão nos EUA. Na semana passada, o Dow Jones acumulou retração de 2,2%, a pior semana do ano para o índice. Na semana anterior, o índice já havia caído 1,5%.

Os últimos indicadores da economia norte-americana e algumas declarações de dirigentes regionais do Federal Reserve levaram os economistas a reforçar a aposta de que o banco central deve começar a reduzir os estímulos monetários a partir do mês que vem, o que tem provocado aumento de ordens de vendas nas bolsas, retirada de dólares dos mercados emergentes em direção aos títulos do Tesouro norte-americano e aumento dos retornos ("yields") destes títulos. Em Wall Street fala-se que as compras de ativos mensais do Fed, hoje em US$ 85 bilhões, podem ter um corte de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões por mês.

Uma pesquisa recente do The Wall Street Journal revelou que 53% dos economistas esperam redução das compras de ativos no terceiro trimestre e 36% no quarto. Na quarta-feira, será divulgada a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que terminou dia 31 de julho. A expectativa é que o documento tenha novas pistas sobre os rumos da estratégia do Fed, principalmente de como está a divisão entre os dirigentes do banco central sobre qual o melhor momento para reduzir o ritmo de compras.

"Será a última ata antes da reunião de setembro e por isso são esperados detalhes mais específicos sobre a redução da compra de ativos", escreve a equipe de economistas do Wells Fargo, mais uma das casas que prevê mudanças no mês que vem. A próxima reunião do Fomc começa dia 16 de setembro e termina no dia seguinte. Também há a expectativa de que a ata explique melhor o "rebaixamento" do nível de crescimento econômico dos EUA, que no comunicado da última reunião do Fomc foi classificado como "moderado" ante "modesto" da reunião anterior.

Ainda na política monetária, na quinta-feira começa a famosa conferência promovida pelo Fed de Kansas City em Jackson Hole (Wyoming). O tema deste ano é "Dimensões Globais de Políticas Monetárias Não Convencionais" e a maior ausência é o presidente do Fed, Ben Bernanke, que já avisou que não vai participar. Mas sua vice-presidente e cotada para ser sua substituta, Janet Yellen, participa no sábado de um painel onde vai ser a moderadora. A redução de compras de ativos pelo Fed deve ser um dos principais tópicos de discussão do encontro, mas a ausência de Bernanke ajuda a esvaziar um pouco o impacto da conferência, destaca o Bank of America Merrill Lynch em um relatório.

No noticiário corporativo, a Apple subia 0,31% no pré-mercado. A imprensa norte-americana destaca que a ação da empresa vem subindo desde que o investidor, Carl Icahn, famoso por suas compras de controle de empresas, postou em seu Twitter que tem uma grande quantidade de papéis da Apple e que as ações da empresa de tecnologia estão "extremamente subvalorizadas". Além disso, há a expectativa de que a companhia anuncie em setembro novos produtos, principalmente uma nova linha de iPhones de preço menor. A Apple encerrou a sexta-feira com o melhor desempenho semanal desde outubro de 2011.

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