Bolsas dos EUA fecham em queda com aversão ao risco

As bolsas dos EUA fecharam e queda, com o índice Dow Jones registrando o maior declínio em seis semanas nesta quinta-feira, 13, afetados pela forte aversão ao risco que tomou conta dos mercados em razão de dados econômicos fracos da China e das contínuas tensões na Ucrânia.

Agencia Estado

13 de março de 2014 | 19h09

Após abrirem em alta, as bolsas inverteram rapidamente a direção e aceleraram as perdas durante a sessão. O S&P-500 perdeu 21 pontos (1,17%) e fechou em 1.846 pontos. Com esse resultado, o índice entrou em território negativo neste ano. O Dow Jones caiu 230 pontos (1,41%) e terminou em 16.109 pontos. Essa foi a quarta queda consecutiva do índice e o maior declínio em um dia desde 3 de fevereiro. O Nasdaq caiu 62 pontos (1,46%) e fechou em 4.260 pontos.

As bolsas têm enfrentado dificuldades para encontrar tração em 2014 depois de um rali quase desimpedido no ano passado. Preocupações sobre a verdadeira força da economia dos EUA, a turbulência nos mercados emergentes e sobre a política do Federal Reserve (Fed) têm deixado os investidores nervosos, tornando-os cautelosos em comprar ações que estão perto de máximas históricas.

O diretor de serviços de negociação da corretora WallachBeth Capital, Mohit Bajaj, disse que alguns clientes abandonaram as ações dos EUA e buscaram a segurança dos títulos do Tesouro, cujos preços registram hoje a série mais longa de alta desde novembro do ano passado.

Nem mesmo indicadores positivos nos EUA foram suficientes para evitar a forte onda de vendas nos mercados acionários. As vendas no varejo subiram 0,3% em fevereiro ante janeiro, acima da previsão dos economistas, de uma expansão de 0,2%. Os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 315 mil na primeira semana de março, contrariando uma expectativa de alta para 330 mil. Já o índice de preços das importações subiu 0,9% em fevereiro ante janeiro, acima do ganho esperado de 0,4% e um indício de que a inflação - persistentemente baixa - do país pode ganhar força.

No exterior, Rússia mobilizou tropas e tanques para novos treinos perto de Ucrânia nesta quinta-feira, segundo reportagem do The Wall Street Jornal. Além disso, a China divulgou uma série de dados abaixo do esperado na madrugada desta quinta-feira. A produção industrial cresceu 8,6% na comparação com o ritmo visto entre janeiro e fevereiro de 2013, abaixo da expectativa de alta de 9,5%. O investimento na economia avançou 17,9%, ante previsão de ganho de 19,3%. As vendas no varejo, por sua vez, tiveram alta de 11,8%, contra uma expectativa de avanço de 13,5%.

A virada das bolsas nos EUA para o território negativo ocorreu durante uma audiência do Comitê Bancário do Senado dos EUA com os indicados pelo presidente Barack Obama para a diretoria do Federal Reserve (Fed). Embora não tenha sido dito nada novo durante os discursos, analistas apontaram que uma das falas de Stanley Fischer, indicado para a vice-presidência do banco central, foi suficiente para despertar temores entre os investidores. Ele disse que a saída da política monetária do Fed "já começou".

No setor corporativo, as ações da Amazon subiram 0,2%, após a empresa dizer que elevará a taxa para sua assinatura prime, que oferece vantagens como frete grátis e mais rápido, para US$ 99 por ano, de US$ 79. Já os papéis da General Electric recuaram 1,6%, afetadas pela notícias que a empresa apresentou documento para uma Oferta Pública Inicial (IPO, em inglês) de seu negócio financeiro de varejo na América do Norte. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsas de valores

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.