Bolsas dos EUA sobem após balanços e indicadores

FMI eleva projeções de crescimento mundial; permissões para novas construções nos EUA subiram em março

Luciana Antonello Xavier, correspondente, Agencia Estado

17 de abril de 2012 | 11h22

As bolsas de Nova York abriram em alta nesta terça-feira, atentas à temporada de balanços e aos indicadores. Às 11h18, Dow Jones e Nasdaq subiam, respectivamente, 0,89% e 1,22%. Embora o cenário global siga inspirando cautela, especialmente por causa das preocupações com zona do euro e a China, o horizonte aos poucos parece mais claro. Tanto que o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a maioria das suas projeções de crescimento em 2012 e 2013 e atenuou levemente a expectativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro.

Nos Estados Unidos, embora o número de obras de imóveis residenciais em março tenha decepcionado, as permissões para novas construções vieram bem melhores do que o esperado, ajudando a manter o ânimo das bolsas. O número de obras de imóveis residenciais iniciadas caiu 5,8% em março, para a média anual sazonalmente ajustada de 654 mil, abaixo das previsões de alta de 0,7%, para a taxa anual de 703 mil.

Os números das obras iniciadas em fevereiro foram revisados para a taxa anual de 694 mil, abaixo da leitura inicial de 698 mil. Mas as permissões para novas construções subiram 4,5% em março, para a taxa anual de 747 mil, contrariando expectativa de queda de 0,3% nas permissões, para 713 mil.

Na China, os sinais seguem sendo de desaceleração. O investimento estrangeiro direto (IED) no país caiu pelo quinto mês consecutivo em março (-6,1%), ante o ano anterior, para US$ 11,76 bilhões. O valor total, no entanto, foi maior do que os US$ 7,7 bilhões de fevereiro. No primeiro trimestre, o IED caiu 2,8%, para US$ 29,5 bilhões ante um ano antes.

Na Europa, a Espanha segue sob os holofotes, com mercados atentos ao fato de que o custo de financiamento da Espanha quase dobrou no leilão de títulos de curto prazo realizado nesta manhã, em comparação com o leilão feito no mês passado. A demanda, no entanto, foi boa. Após o leilão, o yield dos bônus espanhóis de 10 anos, que ontem superou 6% pela primeira vez desde dezembro, caiu 11 pontos-base, para 5,92%, e o yield dos bônus de 2 anos recuou 9 pontos-base, para 3,46%.

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