Bolsas européias aceleram queda, seguindo NY

As principais bolsas européias aceleraram as perdas esta manhã, seguindo o mercado futuro em Nova York, que cai pressionado por um novo alerta no mercado de crédito imobiliário "subprime" norte-americano e pela revisão em baixa das previsões da Texas Instruments. Além disso, os investidores estão preocupados com o potencial impacto das operações de carregamento com o iene nos mercados acionários. Esta manhã, o dólar cai forte contra o iene com os investidores desmontando posições especulativas com a moeda japonesa, em virtude da perspectiva de mais turbulência nas bolsas hoje por conta de novos problemas no mercado subprime (clientes de maior risco, que pagam taxas de juros mais elevadas). Às 8h55 (de Brasília), o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres caía 0,51%, o índice DAX em Frankfurt perdia 0,77% e o índice CAC 40, na Bolsa de Paris, cedia 0,61%. O destaque da queda são as ações da cervejaria britânica SABMiller, que recuam 3,5% em reação ao anúncio da companhia de que o lucro operacional poderá cair até US$ 80 milhões no ano fiscal que se inicia em 1º de abril. O motivo da queda é a perda da licença para produzir e distribuir uma de suas marcas na África do Sul. As ações Swisscom recuam 2,6% após anunciar queda de 21% no lucro de 2006 para US$ 1,3 bilhão. A Swisscom fez uma oferta ontem para comprar a concorrente italiana Fastweb por cerca de US$ 4,9 bilhões. Na França, as ações da Michelin perdem 1,4% após o anúncio da emissão de bônus de 10 anos entre 610 milhões de euros e 700 milhões de euros (US$ 919 milhões). A empresa afirmou que está tentando aproveitar as condições favoráveis no mercado para diversificar as fontes de financiamento. Entre as altas, as ações da fabricante de caminhões alemã Man AG sobem 2,3% após a elevação na recomendação do UBS de neutra para compra. Segundo o banco de investimentos UBS, há uma crescente probabilidade de fusão entre a Scania, as operações da Volkswagen no Brasil e os ativos de veículos comerciais da Man. A mineradora Antofagasta também registra alta de 0,6% em Londres, após anunciar crescimento de 87% nos lucros líquidos para US$ 1,35 bilhão, devido aos preços recordes do cobre e produção acima do esperado para o ano. As informações são da Dow Jones.

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