Bolsas europeias acentuam queda após dado sobre emprego nos EUA

Mineradoras puxam queda em Londres após Bank of America Merrill Lynch rebaixar sua recomendação para as ações das empresas do setor

Cynthia Decloedt e Danielle Chaves, da Agência Estado,

20 de maio de 2010 | 09h08

As bolsas europeias acentuaram a queda depois da divulgação de um número pior do que o esperado sobre os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. Às 9h45, o índice Euro Stoxx 50 caía 2,8%, para 2.546,16 pontos, enquanto o índice CAC-40 de Paris recuava 2,99% e o Ibex-35 de Madri perdia 2,79%. Em Londres, o índice FT-100 declinava 1,94%.

O Departamento de Trabalho dos EUA informou que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 25 mil, para 471 mil, após ajustes sazonais, na semana até 15 de maio. O dado veio muito pior do que o esperado pelos economistas ouvidos pela Dow Jones, que previam queda de 4 mil pedidos.

Um operador afirmou que é surpreendente que os pedidos de auxílio-desemprego estejam acima de 450 mil. "Com a quantidade de aumento de vagas vista nos últimos meses, os pedidos normalmente estariam abaixo de 400 mil", disse. Um economista observou que o aumento do número de pedidos anunciado hoje foi o maior em três meses.

Mineradoras puxam queda em Londres

O Departamento de Trabalho dos EUA informou que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 25 mil, para 471 mil, após ajustes sazonais, na semana até 15 de maio. O dado veio muito pior do que o esperado pelos economistas ouvidos pela Dow Jones, que previam queda de 4 mil pedidos.

Um operador afirmou que é surpreendente que os pedidos de auxílio-desemprego estejam acima de 450 mil. "Com a quantidade de aumento de vagas vista nos últimos meses, os pedidos normalmente estariam abaixo de 400 mil", disse. Um economista observou que o aumento do número de pedidos anunciado hoje foi o maior em três meses.

O Bank of America Merrill Lynch rebaixou sua recomendação para as ações das empresas britânicas do setor de mineração, causando pressão de venda do segmento na Bolsa de Londres e acentuando as perdas do índice FTSE-100.

O banco cita expectativas de que a tentativa da China esfriar o setor de construção prejudique a demanda por metais. Segundo o BofA Merrill Lynch, essa preocupação foi exacerbada pela crise europeia. O banco cita ainda o imposto recentemente proposto pela Austrália sobre o lucro das mineradoras.

A recomendação das ações da Rio Tinto e da Xstrata foram rebaixadas de compra para neutro. As ações da Vedanta Resources, Kazakhmys, Ferrexpo e New World Resources tiveram sua recomendação rebaixada de compra para desempenho abaixo da média. 

Papéis de companhias do setor de turismo também apresentavam perdas expressivas, como TIU Travel e Thomas Cook. Traders diziam também que acompanham o movimento do euro.

As informações são da Dow Jones.

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