Bolsas europeias caem após fala de ministro alemão

As bolsas europeias operam em baixa na manhã de hoje, assim como o euro, após comentários do ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, indicarem que os problemas em torno da periferia da zona do euro ainda não acabaram. Alguns indicadores desanimadores colaboram para as quedas.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

27 de julho de 2011 | 09h17

Em uma carta enviada ao Bundestag, o Parlamento alemão, Schaeuble afirmou que o governo do seu país é contrário a um cheque em branco para a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) e acrescentou que é errado acreditar que a cúpula realizada na semana passada poderá resolver a crise de dívida da zona do euro.

Entre os indicadores, os empréstimos bancários na zona do euro se desaceleraram em junho, em termos anuais, segundo dados do Banco Central Europeu (BCE). Além disso, o índice de confiança das empresas da Itália caiu mais do que o previsto em julho, atingindo o nível mais baixo desde junho de 2010.

Na Suíça, o índice KOF de indicadores antecedentes caiu pelo terceiro mês seguido em julho - indicando que a expansão da economia do país vai se desacelerar nos próximos meses - e, no Reino Unido, as expectativas sobre produção e encomendas se enfraqueceram em julho, de acordo com a Confederação da Indústria Britânica.

Nesse contexto, as ações dos bancos lideram os declínios. Em Madri, Banco Santander caía 3,22%, às 9h05 (de Brasília), após anunciar queda de 38% no lucro líquido no segundo trimestre deste ano. Na Bolsa de Milão, onde o índice FTSE MIB recuava 2,28%, Intesa Sanpaolo perdia 4,53% e UniCredit recuava 3,99%.

Outro balanço desanimador divulgado hoje foi o da companhia farmacêutica alemã Merck, que reduziu suas projeções de ganhos para este ano depois de informar que teve prejuízo líquido no segundo trimestre. As ações da empresa caíam 4,70% em Frankfurt, que tinha baixa de 0,53% no DAX. O índice FT-100 de Londres cedia 0,52% e o CAC-40 de Paris declinava 0,89%.

No mesmo horário, o euro recuava para US$ 1,4447, de US$ 1,4511 no fim da tarde de ontem, enquanto o dólar caía para 77,83 ienes, de 77,89 ienes ontem, ainda pressionado pelo impasse sobre a questão da dívida dos EUA. A cautela também prejudicava as commodities, com o petróleo WTI para setembro em baixa de 0,90% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), para US$ 98,69 por barril. As informações são da Dow Jones.

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