Bolsas europeias caem com baixos índices de inflação

Há temores entre os agentes do mercado de que taxas menores de inflação prejudiquem a recuperação da região

Agencia Estado

12 de novembro de 2013 | 15h57

Os mercados de ações da Europa fecharam em queda nesta terça-feira, 12, com preocupações sobre o baixos índices da inflação anual na região. Na Alemanha, o nível computado foi o mais baixo em outubro desde abril, enquanto no Reino Unido apresentou o menor patamar em mais de um ano. Os resultados trazem temores de que as baixas taxas possam prejudicar a recuperação da região. O índice Europe Stoxx 600, que inclui ações de diversas bolsas europeias, encerrou com perda de 0,60%, aos 321,64 pontos.

Contudo, os mercados seguem pressionados desde o início do mês quando a agência de estatísticas da União Europeia informou que o índice de preços ao consumidor da zona do euro subiu apenas 0,7% nos 12 meses até outubro, uma taxa de inflação bem mais baixa do que a meta do Banco Central Europeu (BCE), de pouco menos de 2,0%.

A preocupação com as baixas taxas de inflação também foi abordada por membros do conselho do BCE. Ewald Nowotny afirmou que a preocupação com a possibilidade de deflação precisa ser mantida em mente e que, para lidar com isso, as taxas básicas de juros permanecerão como estão ou mais baixas por um período prolongado. Essa visão foi ecoada por Jörg Asmussen, que afirmou que a instituição ainda não chegou ao piso das taxas de juros e que uma taxa de juros de depósitos negativa não está descartada.

O índice FTSE 100, de Londres, fechou em leve queda de 0,02%, aos 6.726,79 pontos. Segundo economistas, uma taxa de inflação mais baixa alivia as pressões para que o Banco da Inglaterra (BOE) aperte a política monetária. "A inflação está sob controle, o que irá fornecer um impulso para as famílias e ajudará o Banco da Inglaterra a manter uma política monetária ultra relaxada para apoiar a economia", disse Rob Wood, economista-chefe do Berenberg no Reino Unido.

Em Frankfurt, o índice DAX cedeu 0,34%, aos 9076,48 pontos, com realização de lucros após acentuados ganhos recentemente. Entre as piores performances da sessão, as ações da Infineon recuaram 5,6% e as da Lanxess cederam 4,7%.

O índice FTSE Mib, de Milão, perdeu 0,54%, aos 19.005,02 pontos, antes da divulgação de importantes números na região. Entre os indicadores no radar dos agentes do mercado, os dados do Produto Interno Bruto da zona do euro devem ser publicados na quinta-feira, 14.

Em Madri, o índice IBEX-35 encerrou em baixa de 0,84%, aos 9.707,60 pontos, pressionado por grandes empresas como Repsol, Telefónica e Santander. As ações da Repsol cederam 3,3% depois que seu maior acionista revelou um plano para se desfazer de até 2,5% de sua participação na empresa de petróleo. Os papéis da Telefónica caíram 1,3% com uma perspectiva fraca para o setor europeu de telecomunicações. Os declínios gerais no índice também puxaram para baixo as ações dos bancos Santander e BBVA, que perderam 0,8% e 1,1%, respectivamente.

Em Paris, o índice CAC-40 fechou na mínima da sessão, aos 4.263,78, o que corresponde a uma queda de 0,61%. Já o índice PSI-20, de Lisboa, perdeu 0,12%, aos 6.383,20 pontos. (Dow Jones Newswires)

Tudo o que sabemos sobre:
Bolsas de valores

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.